Ilustração com um homem e uma mulher mexendo no celular, com o planeta atrás escrito 5G

5G no Brasil: quando chega e como vai funcionar

Nova geração de redes móveis vai oferecer maior velocidade e deve começar a funcionar em 2022. Veja tudo que você precisa saber sobre 5G no Brasil

Aline BatistaRedatora

Publicado e atualizado 15 min. de leitura.

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O 5G no Brasil está cada vez mais perto de se tornar realidade. Depois que a Anatel definiu a data para o leilão das frequências, as fabricantes de celulares, as operadoras e os usuários estão otimistas para aproveitar os benefícios da nova tecnologia. A quinta geração de redes móveis promete velocidade mais rápida, menor latência e novas possibilidades de uso para a internet móvel.

Mas o que isso significa na prática? Nós conversamos com fabricantes de smartphones, operadoras de telefonia e a própria Anatel para explicar tudo que você precisa saber sobre a chegada do 5G no Brasil nesta reportagem especial. Você também vai conhecer algumas opções de smartphones com 5G que já estão à venda por aqui.

Mão segurando um celular com a palavra 5G saindo da tela
5G no Brasil: veja quando chega e como vai funcionar a nova geração de redes móveis (Foto: Shutterstock)

O que é 5G?

Antes de falar sobre o 5G no Brasil, vamos explicar melhor como funciona a tecnologia. O 5G é o nome dado à quinta geração de redes móveis. É uma evolução do 4G. Esse tipo de conexão promete vários benefícios, além da velocidade mais rápida. No entanto, para que isso aconteça, a tecnologia deve operar em novas (e mais altas) faixas de frequência.

Explicando de uma forma bem simples, as redes 5G funcionam por meio de ondas de rádio, assim como já acontecia com as redes móveis anteriores. É como se essas ondas fossem uma espécie de rodovia, que conduz os dados de internet.

Aqui, vale relembrar um conceito que a gente aprende nas aulas de física. O ciclo completo que uma onda realiza em um segundo é chamado de frequência. Essa frequência é medida em hertz (Hz). Quando falamos das faixas de frequência das redes 5G, comumente encontramos medidas em MHz (megahertz), que equivale a 1 milhão de hertz (ciclos por segundo), e GHz (gigahertz), que representa 1 bilhão de hertz.

O conceito pode parecer um pouco confuso e muito técnico. Contudo, o que você precisa saber, por enquanto, é que as faixas de frequência do 5G no Brasil ainda não foram definidas. Para que as novas redes móveis comecem a funcionar de fato, a Anatel, agência que regula as telecomunicações, será a responsável por novas autorizações de uso de radiofrequências. Esse processo ficou conhecido como "leilão do 5G". Nós vamos falar mais sobre ele a seguir.

Diversos países já experimentam o 5G e seus benefícios. Segundo uma pesquisa realizada pela Viavi Solutions e divulgada em junho de 2021, 65 países já estão conectados à nova geração da internet móvel. A Coreia do Sul foi o primeiro lugar a oferecer a tecnologia. Isso ocorreu ainda em 2019. Atualmente, os cinco países com mais cidades conectadas são China, Estados Unidos, Filipinas, Coreia do Sul e Canadá.

Há, ainda, uma expectativa de que o 5G também seja utilizado serviços de banda larga para computadores, notebooks e outros dispositivos. No entanto, isso deve demorar para acontecer, especialmente aqui no Brasil. Por isso, neste artigo, vamos falar apenas dos benefícios e usos do 5G como uma rede móvel.

Ilustração de uma cidade com feixes de luzes representando o 5G
5G é a nova geração de redes móveis, que promete internet mais veloz no celular (Foto: Shutterstock)

Diferenças entre 4G e 5G

As principais diferenças entre o 4G e o 5G são velocidade e latência. Consequentemente, as possibilidades de uso também se expandem, como veremos mais à frente.

O conceito de velocidade é o mais fácil de entender. Ele indica que o 5G é mais rápido do que o 4G. Antes, porém, vale explicar como é feita a medição dos dados transmitidos pelas ondas do 5G. A menor unidade de medida de transmissão de dados por segundo é bps (bits por segundo). A transmissão também pode ser medida em mbps (megabits por segundo), o que equivale 1 milhão de bits por segundo e gbps (gigabits por segundo, ou seja, 1 bilhão de bits por segundo).

Sabendo disso, as redes 5G podem ser de 10 até 100 vezes mais rápidas na transmissão de dados do que as redes 4G. É o que explica Homero Salum, gerente de Engenharia da TIM Brasil. "Para se ter uma ideia, uma boa conexão de 4G oferece hoje velocidades entre 30 e 40Mbps, chegando a 100Mbps em uma conexão excelente. O 5G, por sua vez, pode alcançar velocidades de 1 e 10Gbps – ou seja, uma diferença de 10 vezes ou mais, em relação ao 4G", disse o executivo.

Essa velocidade maior também permite aumentar o número de dispositivos conectados ao mesmo tempo. Isso é outro benefício em relação ao 4G. Vale ressaltar que os valores acima podem variar de acordo com diversos fatores, como a localização e a operadora.

Mão virando um dado que representa a mudança do 4G para o 5G
Velocidade do 5G no Brasil poderá ser até 100 vezes maior do que a das redes 4G (Foto: Shutterstock)

Agora, vamos falar de outra diferença relevante do 5G em relação ao 4G. A latência é o tempo de resposta a um comando, medido em milissegundos. Ou seja, é o tempo que a torre de celular leva para dar uma resposta ao seu dispositivo. No caso do 5G, essa latência é menor do que a do 4G.

"Se pensarmos em latência, o 5G reduz o tempo que a informação leva para percorrer a rede em até 10 vezes, saindo dos 50 a 70 milissegundos do 4G para uma ordem de 1 a 5 milissegundos", complementa Homero Salum em entrevista exclusiva.

Além do aumento das taxas de transmissão e da baixa latência, Nilo Pasquali, superintendente de planejamento e regulamentação da Anatel, cita outras melhorias do 5G em relação ao 4G. Para o executivo, os principais avanços também incluem "maior densidade de conexões (mais dispositivos conectados em uma determinada área), maior eficiência espectral (quantidade de dados transmitidos em uma dada porção do espectro eletromagnético) e maior eficiência energética dos equipamentos."

Benefícios do 5G

Já vimos que a velocidade maior e a latência menor estão entre as principais novidades que o 5G vai trazer para a redes móveis. Mas, na prática, qual é o benefício para os usuários? O que vai mudar nas nossas vidas com a chegada do 5G no Brasil?

A nova geração de redes móveis traz tantas possibilidades variadas que é até difícil prever todas elas. Por enquanto, já podemos esperar avanços nas comunicações e no entretenimento. Isso é o que afirma Renato Citrini, gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

"Maiores velocidades e níveis de performance para consumir e baixar conteúdo em plataformas de streaming de vídeo, mais qualidade e variedade de games e otimização do uso combinado de produtos completamente diferentes, como um tablet e uma máquina de lavar e secar ou uma smart TV e um aspirador robô, estão entre as melhorias proporcionadas pela quinta geração de telefonia móvel", afirma o executivo.

Além disso, a latência mais baixa do 5G pode trazer benefícios para a telemedicina e o desenvolvimento de carros autônomos. Isso porque essas atividades precisam de um tempo de resposta extremamente rápido. Isso ainda não era possível com o 4G.

Assim, um médico poderá fazer uma cirurgia assistida com a ajuda de um braço robótico, por exemplo. Ele poderá realizar movimentos precisos praticamente em tempo real. Aliás, no exterior, operações remotas realizadas com redes 5G já são uma realidade. China e Itália têm casos bem sucedidos. A tecnologia também pode ajudar a habilitar serviços de telemedicina, conectando médicos e pacientes em comunidades carentes.

Já em carros autônomos, será possível fazer manobras difíceis e até mudar de rota de um veículo quase em tempo real, de forma segura. As tecnologias atuais ainda não oferecem tempo de resposta suficiente para evitar acidentes.

"Carros autônomos podem ser mais confiáveis, com comandos de resposta imediatos. Como o 5G suporta mais dispositivos conectados ao mesmo tempo, isso permite a atuação de sensores e câmeras dos carros e equipamentos instalados nas vias, auxiliando na navegação dos veículos e nas tomadas de decisões dos softwares", afirma Homero Salum, da TIM.

Ilustração de uma mão segurando um tablet, de onde saem uns prédios e a palavra 5G
5G no Brasil promete maior velocidade e menor latência, além de diversos usos para internet das Coisas (Foto: Shutterstock)

A baixa latência do 5G ainda pode trazer benefícios para outras indústrias. Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro, fala sobre o assunto:

"Nós prevemos que isso irá impactar profundamente diversos segmentos, já que a tecnologia é inovadora e habilitadora. A Claro já está experimentando a utilização da rede 5G com baixas latências em diversos segmentos. Indústrias, mercado financeiro, transmissões esportivas e de games, entre tantas outras, vão se beneficiar do 5G e o diferencial se dará na qualidade do serviço oferecido", explica.

As redes 5G também podem abrir novas possibilidades para aplicativos e serviços que ainda não existem. O 4G, por exemplo, tornou viável diversos apps que até então não poderiam existir por dependerem de uma troca muito grande de dados. É o caso do Uber e da Netflix. Da mesma forma, o 5G no Brasil deve trazer novos permitir a criação e popularização de novos serviços que precisam de muitos dados.

Para Thiago Masuchette, head de produtos da Motorola, o potencial para novos aplicativos e tecnologias habilitadas por 5G é ilimitado.

"Velocidade e respostas mais rápidas são apenas a ponta do iceberg. Por exemplo, da mesma maneira que o 4G nos trouxe a capacidade de ver onde está o táxi que solicitamos ou de ter streaming em tempo real, todos os benefícios do 5G ainda não foram explorados. Tendo dito isso, acreditamos que, diferente de qualquer outra geração, 5G aperfeiçoará a criatividade humana, levando-a a um outro patamar, abrindo novas oportunidades para as pessoas inventarem e inovarem na próxima onda de tecnologia inteligente", explica.

Internet das Coisas

Além de todos os possíveis usos citados acima, o 5G no Brasil também traz uma expectativa da utilização massiva de soluções de Internet das Coisas (IoT). Esse conceito está relacionado à criação de uma rede de dispositivos conectados à internet. Assim, é possível controlar diversos aparelhos, como lâmpada smart, robô-aspirador, ar-condicionado e geladeira, de forma remota, a partir do smartphone.

Por oferecer maior velocidade e permitir a conexão de mais aparelhos simultâneos, o 5G vai ajudar na criação uma comunicação massiva. Ou seja, diversos aparelhos poderão ser conectar e realizar a comunicação ao mesmo tempo. O 4G provocou mudanças na forma como as pessoas se relacionam. Já o 5G deve revolucionar a maneira como as pessoas se relacionam como objetos dentro da suas casas.

Além disso, Nilo Pasquali explica que a tecnologia é flexível e pode se adaptar a diferentes aplicações, ampliando as possibilidades de uso e favorecendo até mesmo o surgimento de novos negócios.

"De fato, a gama de possibilidades é tão extensa que a própria indústria ainda não foi capaz de mapear tudo aquilo que pode emergir das novas redes, havendo espaço para ideias criativas e desenvolvimento de aplicações que podem revolucionar a sociedade como um todo", afirma o executivo da Anatel.

Chegada do 5G no Brasil

Já mostramos diversos benefícios da nova rede móvel. Mas você deve estar se perguntando quando o 5G no Brasil vai se tornar realidade. Atualmente, nós já temos diversos smartphones compatíveis com a tecnologia por aqui.

Entretanto, para que eles funcionem de fato nas novas redes móveis, ainda falta a infraestrutura necessária para o funcionamento do 5G no Brasil. O leilão do 5G, que citamos acima, é um item fundamental desse processo.

Mão segurando um celular com 5G escrito na tela
Chegada do 5G no Brasil depende do leilão de frequências da Anatel (Foto: Shutterstock)

Leilão do 5G no Brasil

Essa é uma parte bem técnica da chegada do 5G no Brasil. Nós vamos tentar facilitar a explicação. No começo do texto, falamos que o 5G funciona em ondas de rádio com faixas de frequência maiores do que o 4G. Contudo, para que as empresas de telecomunicação comecem a trabalhar nessas faixas, é preciso uma autorização na Anatel. É o que vai acontecer com o chamado leilão do 5G.

Ou seja, a agência reguladora fará um procedimento de licitação para conceder o uso de novas radiofrequências. Assim, será possível expandir os serviços de telecomunicações no país. A expectativa em torno do leilão do 5G no Brasil é grande.

Ela vem sendo alvo de discussões há algum tempo. Após alguns adiamentos, a Anatel definiu que o leilão vai acontecer no dia 4 de novembro de 2021. De acordo com o edital, quatro grupos de faixas de frequências serão leiloados. São eles: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Elas estarão divididas em lotes regionais e nacionais.

As empresas interessadas em usar essas radiofrequências terão até o dia 27 de outubro para enviar à Anatel os documentos com suas propostas. Poderão participar tanto operadoras já conhecidas no ramo das telecomunicações, como Tim, Claro e Vivo, e companhias menores que tenham interesse em trabalhar com a tecnologia.

Então, a partir de 4 de novembro, a organização reguladora começará a analisar e julgar as ofertas por essas frequências. Para que a Anatel autorize o uso das faixas, as empresas terão que se comprometer a investir na área de comunicações para ampliar a cobertura de sinal no país.

Nilo Pasquali, superintendente de planejamento e regulamentação da Anatel, explica como funcionará essa etapa do leilão.

"Na sessão pública de abertura de propostas de preços ocorrerão as eventuais disputas e será determinado o vencedor de cada lote. Serão então analisados os documentos das proponentes vencedoras e, em torno de 90 dias depois os Termos de Autorização serão assinados e publicados."

De acordo com o edital, o leilão do 5G no Brasil será não arrecadatório. Ou seja, toda a verba levantada será investida em infraestrutura de telecomunicações no país, incluindo áreas mais carentes. É esperado que o leilão movimente R$ 49,7 bilhões, entre o valor usado para o pagamento de outorgas e o investimento em infraestrutura.

Um ponto importante sobre o leilão do 5G no Brasil é que, embora ele envolva quatro grupos de faixa de frequência, não necessariamente todas elas serão usadas para as redes 5G. Isso porque a empresa que ganhar a licitação pode operar as redes com outros padrões tecnológicos, como o 4G, por exemplo. A única faixa que será obrigatoriamente usada para o 5G será a de 3,5 GHz.

"Há compromisso de implantação de redes com tecnologia 5G especificamente para a faixa de 3,5 GHz, sendo que para as demais o emprego dessa tecnologia pode ocorrer a critério da autorizada", explica Nilo Pasquali.

Inicialmente, a divisão de compromissos para cada faixa está assim:

  • 700 MHz: ampliação do sinal 4G em localidades sem a tecnologia e rodovias federais;
  • 2,3 GHz: será usada para lugares densamente povoados, com o objetivo de cobrir a área urbana dos municípios sem 4G;
  • 3,5 GHz: tem transmissão de dados em altíssima velocidade e será usada para a implementação do 5G;
  • 26 GHz: faixa de grande velocidade que será usada para projetos de conectividade de escolas públicas de educação básica.
Após o leilão do 5G no Brasil, as empresas de telecomunicação precisarão investir em infraestrutura (Foto: Shutterstock)
Após o leilão do 5G no Brasil, as empresas de telecomunicação precisarão investir em infraestrutura (Foto: Shutterstock)

Após o leilão, a previsão é que estimativa inicial é que as 26 capitais e o distrito federal já tenham cobertura 5G até julho de 2022. A Anatel tem um cronograma que prevê uma evolução da tecnologia anualmente. A expectativa é contemplar todo o Brasil até 2029.

5G DSS

Enquanto o 5G no Brasil não começa a funcionar, os usuários podem aproveitar o chamado 5G DSS. Ele funciona como um 5G improvisado. A sigla DSS vem do termo "Dynamic Spectrum Sharing", que significa "Compartilhamento dinâmico de espectro", em tradução para o português.

Essa tecnologia aproveita uma frequência já disponível. Ela pode ser usada para diferentes padrões, como 4G ou 5G. Por usar uma frequência compartilhada, as velocidades do 5G DSS não são as mesmas que o 5G poderá alcançar. De qualquer forma, é possível atingir uma conexão de 400 Mbps, que já é 12 vezes maior do que o 4G.

Essa é uma solução que as operadoras encontraram para oferecer uma internet mais veloz aos seus clientes, enquanto o leilão do 5G não acontece no Brasil, conforme explica Homero Salum, da TIM Brasil.

"O 5G DSS traz a funcionalidade que permite otimização das frequências atualmente utilizadas para o 4G de forma a oferecer ao consumidor uma experiência diferenciada de navegação, que evoluirá com a chegada do 5G no Brasil, que ainda depende do leilão a ser realizado pela Anatel."

Popularização mais rápida

As fabricantes de celulares estão otimistas com a chegada do 5G no Brasil em 2022. Inclusive, elas esperam que o processo de popularização do 5G por aqui seja mais rápido do que foi com o 4G.

As redes de 4ª geração começaram a funcionar por aqui em 2013. Entretanto, apesar da alta expectativa em torno delas para a Copa do Mundo de 2014, o investimento em infraestruturas e a adoção por parte dos usuários foram bem lentos. A nível de comparação, em 2018, cinco anos depois, apenas metade dos brasileiros utilizavam o 4G em seus smartphones. Até hoje, é possível ver reclamações sobre o mau-funcionamento da tecnologia.

Com o 5G, porém, a promessa é de que será diferente. Até mesmo algumas previsões de mercado mostram isso. Segundo um relatório da consultoria Gartner, publicado em fevereiro deste ano, os aparelhos com 5G devem representar 35% dos celulares vendidos no mundo em 2021.

A Samsung, por exemplo, acredita que após o leilão das frequências, esse processo será bem mais rápido no Brasil.

"Por proporcionar um nível de experiência sem precedentes nas mais diversas atividades do dia a dia, tanto profissionais quanto pessoais, e considerando a percepção positiva da própria Samsung em países onde a tecnologia já está disponível, acreditamos que o processo de adoção será ainda mais rápido a partir do momento em que as frequências do 5G estiverem licitadas e passarem a ser oferecidas aos consumidores", explica Renato Citrini.

Um exemplo disso é a expansão global do 5G, que vem acontecendo rapidamente. Assim, é esperado que a popularização da tecnologia por aqui também seja mais rápida, conforme afirma Thiago Masuchette, da Motorola.

"De fato, desde o lançamento em 2019, a tecnologia 5G foi implementada em nível comercial em mais de 35 mercados ao redor do mundo, e dezenas de milhões de consumidores já estão usando smartphones 5G. Não há dúvida de que o 5G está se expandindo em nível global, permeando novos segmentos e indústrias - mas a tarefa nesse momento é levar o 5G para um maior número de regiões e de segmentos de consumidores."

Mão segurando um Galaxy S21 e um Galaxy S21 Ultra, dois celulares com 5G à venda no Brasil
Linha Galaxy S21 é uma das famílias de celulares com 5G à venda no Brasil (Foto: Shutterstock)

Além disso, o público brasileiro também vem se mostrando empolgado para usufruir dos benefícios da nova tecnologia. De acordo com Thiago Araripe, gerente de marketing da Xiaomi no Brasil, já é possível observar um interesse em smartphones com 5G, mesmo que esse tipo de conexão ainda não esteja disponível por aqui.

"O brasileiro adora ter acesso à tecnologia de ponta! E graças a isso, temos percebido que a procura por aparelhos 5G vem crescendo muito a cada dia, especialmente pelas pessoas que estão com planos de trocar de aparelho. Esses consumidores já miram um dispositivo 5G que esteja preparado para a chegada desta tecnologia. Sempre que compramos um novo celular, a ideia é que ele dure bastante tempo e seguindo esse raciocínio, as pessoas estão buscando um produto que já atenderá suas necessidades tecnológicas futuras.", explica o executivo.

Vale a pena comprar um smartphone 5G agora?

Embora o 5G no Brasil ainda não esteja disponível oficialmente, já é possível encontrar diversos modelos de celulares compatíveis. Marcas como Samsung, Xiaomi, Motorola, Realme e Apple têm opções em diferentes faixas de preços. Alguns desses aparelhos até funcionam com o 5G DSS. Entretanto, recomendamos conferir a ficha técnica antes da compra para verificar essa compatibilidade.

O consumidor, contudo, pode se perguntar se realmente vale a pena apostar em um celular com tal tecnologia agora, visto que o 5G no Brasil ainda não está liberado, e que o aparelho poderia ficar defasado antes mesmo de a novidade chegar por aqui. Nesse sentido, recomendamos que você faça uma análise do que você espera de um smartphone e do quanto está disposto a gastar por ele.

Se você pretende investir em um novo celular em breve e quer ficar com ele por um bom tempo, vale comprar um aparelho com a tecnologia. Assim, você já estará preparado para receber a novidade quando ela chegar por aqui. No caso dos smartphones top de linha, a maioria já é compatível com 5G, como os Galaxy S21, os Motorola Edge 20 e os iPhone 12. Então, não há muito o que escolher em relação à conectividade.

Entre os aparelhos mais baratos, porém, há algumas ressalvas. A maioria dos intermediários compatíveis com 5G, como o Redmi Note 10 5G e o Galaxy A32 5G, ainda são mais caros do que suas versões apenas com 4G. Por outro lado, esses modelos vão ser essenciais para ajudar na democratização da tecnologia. Nesse caso, avalie o quanto você está disposto a gastar no seu smartphone novo e se o custo-benefício daquele aparelho realmente compensa.

Na hora da compra, também vale refletir sobre o local que você mora. A previsão é de que o 5G esteja disponível nas capitais até julho do próximo ano. Entretanto, se você vive em um lugar mais afastado, onde a tecnologia vai demorar mais para chegar, essa pode não ser uma prioridade.

Além de ter um celular compatível, é importante considerar também que, após a implementação da tecnologia, será preciso, contratar um novo plano com sua operadora. Por enquanto, as companhias ainda não falam sobre os valores, mas é bem provável que planos com internet 5G sejam mais caros do que os tradicionais pacotes de dados com 4G. Na hora de escolher, vale colocar tudo isso na balança.

Até o início deste ano, de fato, não fazia sentido comprar um celular com 5G exclusivamente por causa da tecnologia. Na época, sequer havia previsão para o início do funcionamento das novas redes móveis por aqui. Hoje em dia, porém, o cenário é bem mais otimista. Ter um celular com 5G significa que você já vai estar preparado para receber a novidade. Por isso, consideramos que os dispositivos valem a pena, sim.

As fabricantes também estão confiantes com a adoção da tecnologia.

"Já estamos vendo o 5G se tornar lugar comum (mainstream) em múltiplas faixas de preço, chegando às mãos de um número muito maior de pessoas. As oportunidades de conectividade 5G que estão começando a se apresentar serão infinitas e globais em escala", explica Thiago Masuchette, da Motorola

Além disso, o público vem percebendo os benefícios da tecnologia e quais são as vantagens de apostar nela, mesmo que o 5G no Brasil ainda não esteja disponível, conforme conta Thiago Araripe, da Xiaomi.

"O público tem entendido que este é um benefício que chegará a curto ou médio prazo e quando o momento chegar, já estará pronto para desfrutar desta tecnologia."

Depois de avaliar, se você decidir que este é o momento certo para comprar um celular 5G, saiba que existem modelos em diferentes faixas de preço e com características variadas. Inclusive, esse portfólio vem sendo cada vez mais ampliado, conforme o andamento do cronograma de implantação da tecnologia no Brasil.

A seguir, confira algumas das melhores ofertas para smartphones com 5G no Brasil:

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