Ventilador de mesa com as hélices azuis e a grade prata em fundo desfocado

Quem inventou o ventilador? Fatos que você não sabia sobre o aparelho

Saiba quem criou o primeiro ventilador, se ele é econômico, se faz mal ou bem à saúde e outras curiosidades

Redação - Zoom

Publicado e atualizado 4 min. de leitura.

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O ventilador é um eletrodoméstico encontrado em praticamente todas as casas. Seja de mesa, de teto, de coluna ou de parede, ele nos refresca naqueles dias mais quentes e ajuda a circular o ar nos cômodos. Mas você sabe quem inventou o ventilador? Como ele funciona? O barulho do ventilador pode ajudar a dormir melhor? Para responder essas e mais perguntas, preparamos esta lista especial com curiosidades sobre esse eletrodoméstico tão popular no Brasil.

Quer uma opção prática para se refrescar? Veja esta lista com vários modelos de ventilador portátil

Ventilador de mesa branco apoiado em bancada de madeira
Descubra abaixo quem inventou o ventilador e outras curiosidades sobre o aparelho (Imagem: Divulgação/Shutterstock)

Quem inventou o ventilador?

O engenheiro americano Schuyler Skaats Wheeler foi quem inventou o primeiro ventilador elétrico. Em 1882, ele criou o modelo que funcionava com duas lâminas unidas por uma haste, que se movia usando roldanas. Mas a ideia da mecanização veio de muitos séculos antes, por volta de 180 DC, quando um chinês montou um ventilador rotativo. O equipamento tinha sete rodas, cada uma com três metros de diâmetro, e podia ser manipulado por um único homem para resfriar um ambiente inteiro.

Acredita-se que Wheeler se inspirou nessa criação chinesa e, baseado no trabalho de Thomas Edison e Nicola Tesla, conseguiu fazer o ventilador girar por si só com a eletricidade. Curiosamente, o brasileiro Américo Cincinatto Lopes registrou a patente de um ventilador doméstico em 1883, no Rio Janeiro. Quatro anos depois, também nos Estados Unidos, o imigrante alemão Philip H. Diehl inventou o ventilador de teto. Patenteado em 1887, o modelo usava um motor de máquina de costura e hélices de latão, que eram muito pesadas e perigosas.

Em 1910, a empresa Westinghouse começou a comercializar o ventilador elétrico para uso doméstico. Até a Primeira Guerra Mundial os modelos eram feitos de latão, material que foi substituído por aço e, posteriormente, por alumínio. A General Electric avançou ainda mais na década seguinte, tornando seus ventiladores mais silenciosos com o uso de lâminas sobrepostas.

Como um ventilador funciona?

O ventilador elétrico funciona convertendo energia elétrica em energia mecânica por meio de campos magnéticos. Nesse caso, a energia mecânica é consumida como movimento rotativo das pás do ventilador.

De forma mais simplificada, o ventilador é composto pelo motor movido a corrente elétrica que, por sua vez, é conectado às pás por meio de um eixo (haste metálica composta principalmente de aço carbono). Esse eixo é acionado pelo motor e gira as pás em diferentes velocidades, dependendo da funções e potência do modelo.

Ventilador gasta muita energia?

Não há dúvida que um ventilador é um eletrodoméstico mais econômico se comparado a um ar-condicionado. Mas isso não significa que o seu uso não pese na conta de luz. É preciso observar várias características para adquirir um equipamento realmente econômico. A começar pelo selo Procel – a classificação A é a que garante um consumo reduzido de energia. Outro dado importante é que os ventiladores de teto e os circuladores de ar consomem mais do que os modelos de ventilador de mesa.

Para calcular o consumo de energia de um ventilador, basta saber a potência dele. Depois, é só multiplicar a potência pelo tempo de funcionamento, em horas. Por exemplo, um ventilador de teto com potência de 120W ligado oito horas por dia o mês inteiro vai consumir em média 28,8 Kwh. Já um modelo de mesa, teto ou parede com potência de 65W vai gastar 15,6 Kwh durante o mesmo período de uso. Já para saber o consumo em dinheiro, você deve multiplicar esse consumo pelo valor da tarifa vigente no seu Estado.

Vale ainda destacar que a potência de um ventilador não é um bom indicativo da sua capacidade de ventilação. Isso é informado pelo valor da sua vazão de ar (m3 por segundo) e sua eficiência energética. Ou seja, não é porque um ventilador tem maior número de Watts que ele vai fornecer um vento mais forte.

É ruim dormir com o ventilador ligado?

O ventilador costuma ser um vilão para as pessoas com alergia na hora de dormir. Quem tem rinite, asma, bronquite e dermatite atópica pode não se adaptar bem ao vento, principalmente se o jato estiver direcionado diretamente para o corpo o rosto da pessoa. Isso porque o ventilador espalha partículas com potencial alergênico que pioram a qualidade do ar. Por mais limpo que esteja o cômodo e o próprio aparelho, é impossível evitar que poeira, mofo, pelos e ácaros entrem em contato com nossas vias respiratória e, com isso, venham a desencadear alguns sintomas. Boca, traqueia e pele ressecadas, nariz ardendo e até caimbras são alguns deles.

Mas isso não significa que o ventilador seja proibido para alérgicos. Alguns cuidados podem ser tomados para fazer bom uso do eletrodoméstico, a começar por não ficar muito próximo dele com o corpo quente. A dica é deixar o aparelho oscilando. Outra boa medida é colocar um balde com água, uma toalha molhada ou um umidificador perto da cama para amenizar o clima seco.

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O som do ventilador realmente ajuda a dormir?

Algumas pessoas só conseguem dormir bem com o ventilador ligado, seja no calor ou no frio, pois se acostumaram com o barulho do aparelho. E existe uma explicação para esse gosto peculiar: o ruído branco. Segundo algumas teorias científicas, esse sinal sonoro contém todas as frequências na mesma potência e faz com que a nossa percepção auditiva atinja o seu nível máximo.

Na prática, isso significa que na presença desse tipo de som – e o do ventilador se inclui nessa categoria - nós nos concentramos nele e ignoramos os barulhos externos com mais facilidade. É como se ele fosse uma parede de som que absorve as outras ondas sonoras. Desta forma, falatórios, rangidos ou carros passando não chegam ao cérebro e a pessoa não responde a eles. Esse ruído teria, ainda, a capacidade de acalmar o cérebro.

Os melhores ventiladores para comprar

Depois de conhecer um pouco sobre a história e algumas curiosidades sobre os ventiladores, vamos indicar alguns bons modelos para comprar. Com diferentes potências e números de pás, destacamos os aparelhos mais econômicos e silenciosos (mas ainda relaxantes) a seguir: