Melhores jogos de RPG em 2021: conheça nosso top 11

Estes são os melhores jogos de RPG em 2021 que te permitirão explorar mundos fantásticos por horas a fio

Filipe SallesRedator

Publicado e atualizado 10 min. de leitura.

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Podemos dizer que o período de 2011 a 2021 foi o melhor para os fãs de jogos de RPG eletrônicos. Embora sempre presentes, foi nos últimos anos que o gênero ganhou força. Além dos tradicionais Final Fantasy, passamos a contar com RPGs grandiosos e que avaliam cada uma de suas escolhas morais, permitindo alcançar diversos finais.

Além deles, pudemos presenciar também o ressurgimento dos RPGs nos moldes clássicos, verdadeiras homenagens à era de ouro do Super Nintendo. Misturas inusitadas de jogos de RPG com outros gêneros como o stealth (furtividade, em inglês) ou os próprios jogos de tiro também se tornaram aclamados pelo público.

Porém, quais jogos de RPG podemos dizer que são os melhores em 2021? Mesmo que lançados em anos anteriores, alguns games se tornaram icônicos de tal forma que continuam a ser excelentes experiências até hoje, além de serem fortes candidatos a remasterizações na geração atual.

Dito isso, vamos aos melhores jogos de RPG que você pode jogar durante esse ano! Confira também os melhores jogos de guerra em 2021 para consoles e PC!

11. The Elder Scrolls V: Skyrim

Lançado originalmente em 2011, The Elder Scrolls V: Skyrim é um dos RPGs que definiram a década. Não à toa ele ganhou diversas versões e pode ser jogado no PC, Xbox 360, Xbox One, Xbox Series (por retrocompatibilidade), PS3, PS4, Nintendo Switch e, pasme, até mesmo na Alexa!

O RPG de fantasia medieval da Bethesda te dá a possibilidade de criar seu próprio personagem e viajar pelo extenso mapa do continente de Skyrim, local de nascença dos Nords, raça inspiradas nos nórdicos da vida real.

Em primeira pessoa, mas com a possibilidade de também jogar em terceira pessoa, você pode pegar de quase tudo, falar com qualquer personagem e abarrotar o seu diário de quests secundárias. Isso torna Skyrim um jogo que pode levar mais de 100 horas até ser completado na íntegra, com a quest principal não durando nem a metade disso.

A fama do game também se estendeu graças à infinita quantidade de modificações para a versão de PC, que incluem desde personagens que não tem nada a ver com o universo de The Elder Scrolls a melhorias impressionantes nos gráficos. Sem falar nos memes e piadas que surgiram nesses dez anos desde o seu lançamento.

Atire a primeira pedra quem nunca fez piada sobre ter um passado de aventureiro, mas que foi arruinado ao levar uma flechada no joelho.

Tem o PlayStation VR em casa? Tem versão de Skyrim para ele também!

10. Dishonored 2

Quando o primeiro Dishonored foi lançado, em 2012, ele foi considerado uma grande inovação, já que misturou dois gêneros que não pareciam conversar entre si. Mesmo que mecânicas de furtividade estivessem presentes nos jogos da franquia The Elder Scrolls e Fallout, foi Dishonored quem as tornou peças centrais de sua jogabilidade.

Dishonored 2 seguiu o mesmo caminho, dando continuidade à excelente trama do primeiro. Em uma cidade costeira inspirada em locais próximos ao Mar Mediterrâneo, os protagonistas do jogo devem usar seus poderes e furtividade para retomar o trono perdido para uma bruxa que os usurpou.

Um dos destaques de Dishonored 2 está na diferença de poderes dos protagonistas, além de oferecer aos jogadores a possibilidade de ultrapassar obstáculos de modos diferentes. Isso acontece de tal modo que é possível repetir as fases, mas passá-las de modos totalmente distintos.

  • Dishonored 2 está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC. Ele também pode ser jogado no Xbox Series por conta de sua retrocompatibilidade.
Para passar despercebido, você pode até mesmo usar poderes sobrenaturais para dominar a mente de seus inimigos (Fonte: Arkane Studios/Divulgação)
Para passar despercebido, você pode até mesmo usar poderes sobrenaturais para dominar a mente de seus inimigos (Fonte: Arkane Studios/Divulgação)

9. Octopath Traveller

Uma verdadeira ode aos jogos de RPG da era 16-bits, Octopath Traveller aproveita o estilo, mas capricha na direção de arte para nos impressionar. A principal característica do game é que, apesar de ser linear, você pode escolher por qual história começar.

Com oito protagonistas (de onde saiu o "octo" no nome do jogo), você pode escolher qual história deles quer começar primeiro. Sempre que terminar a história de um personagem, é possível selecionar qualquer uma das sete restantes, e por aí vai. Suas batalhas também são por turnos, também remetendo aos clássicos da década de 1990.

Com cerca de 40 a 50 horas de jogo para aproveitar a história, Octopath Traveller se sagra como um dos melhores jogos de RPG para o console da Nintendo. Confira outros games incriveis do Nintendo Switch aqui no Zoom!

  • Octopath Traveller está disponível para Nintendo Switch e PC, mas chegará ao Xbox One e Xbox Series ainda em março de 2021!

8. Genshin Impact

Uma das melhores características dos consoles da nova geração e da anterior é que você pode aproveitar jogos grátis, de maneira bem parecida ao que sempre aconteceu no PC. Genshin Impact é um excelente exemplo disso. Um dos melhores jogos de RPG para PC, ele também pode ser jogado no celular e no PlayStation 4.

O game, que carrega uma estética bem parecida a The Legend of Zelda: Breath of the Wild, traz a história de dois irmãos que viajam entre universos sendo atacados por uma espécie de divindade. Essa divindade os prende em um mundo desconhecido, onde deverão conhecer aliados que podem se tornar jogáveis, esclarecer o mistério desse mundo e tentar salvar sua irmã (ou irmão, dependendo da sua escolha).

Um RPG de ação, você irá explorar esse mundo desconhecido coletando equipamentos, criando itens e desvendando segredos de calabouços. Além das lutas contra chefes, que fazem parte do DNA dos jogos de RPG.

7. Dragon Age: Inquisition

Um título que marcou presença na transição de gerações entre PS3 e PS4 ou Xbox 360 e Xbox One, Dragon Age: Inquisition tem um dos maiores escopos entre os jogos de RPG. Com um protagonista que você pode criar e personalizar, você será uma espécie de escolhido, com uma marca capaz de fechar portais entre dimensões.

Esse poder faz com que você se torne uma espécie de inquisidor, devendo montar o seu próprio grupo e estabelecer uma base de operações. A partir dela, poderá partir em missões ao redor de Thedas, o continente do game.

Com combate em tempo real, você pode efetuar comados para os seus companheiros, assim como evoluí-los de acordo com o seu estilo de jogo ou os desafios que precisará encarar. Além disso, suas decisões também causam bastante impacto, podendo afetar o decorrer do jogo.

Dragon Age: Inquisition é o terceiro jogo da série que começou com Dragon Age: Origins e teve seu segundo capítulo em Dragon Age II. Conheça a história da franquia nesse artigo e entenda tudo sobre o continente fantástico de Thedas.

Você será líder de uma Inquisição para expurgar demônios de outra dimensão em Dragon Age: Inquisition (Fonte: EA/Divulgação)
Você será líder de uma Inquisição para expurgar demônios de outra dimensão em Dragon Age: Inquisition (Fonte: EA/Divulgação)

6. Fire Emblem: Three Houses

O principal entre os jogos de RPG estratégicos da indústria, Fire Emblem: Three Houses é mais um capítulo de uma franquia presente desde a década de 1980. Só que esse episódio da série traz grandes mudanças em relação aos games originais.

Uma delas é a extinção do "triângulo de armas", que fazia com que as armas e magias do game se comportassem de maneira parecida a um jogo de "pedra, papel e tesoura". Além disso, o jogo dá grande foco aos relacionamentos dos personagens, algo que se tornou marca registrada da série.

Acabou que as escolhas da Nintendo em relação às mecânicas que saem e que ficam resultaram em grande sucesso em Three Houses, sendo aclamada por público e crítica. Mesmo não sendo um jogo com muita ação, já que sua jogabilidade é por turnos, ele definitivamente merece um espaço entre os melhores jogos de capa e espada.

  • Fire Emblem: Three Houses é um título exclusivo para Nintendo Switch. Mas será que ainda vale comprar um Switch em 2021 para jogar o game? Descubra aqui no Zoom!

5. The Outer Worlds

De modo bastante curioso, um jogo inspirado na série Fallout conseguiu ser melhor que os dois episódios mais recentes da franquia. Desenvolvida pelos mesmos criadores de Fallout: New Vegas, The Outer Worlds é um jogo de RPG em primeira pessoa, se mesclando também com game de tiro.

Você faz parte de um grupo de especialistas que saiu da Terra para desenvolver a colônia Bonança, só que a sua nave teve um "pequeno" problema: teve uma pane e ficou à deriva, mas manteve suas estações de criogenia ativas. Isso significa que a tripulação, você inclusive, está congelada nos seus "casulos" metálicos para sobreviver à longa viagem.

Um cientista que não bate bem da cabeça salva a sua estação e te tira de lá, dizendo que a colônia Bonança é alvo de uma grande conspiração que pode colocar em cheque a sua existência. Como alguém que acabou de acordar de décadas em criogenia, você subitamente tem a tarefa de salvar uma galáxia.

De modo bem humorado e com muitas tiradas geniais, The Outer Worlds é um jogo divertido e com mecânicas que funcionam bem, além de te dar a liberdade de agir como quiser. Se você quiser se tornar um vilão e ficar muito rico no processo, por exemplo, isso é perfeitamente possível, entre várias outras possibilidades.

  • The Outer Worlds é um dos jogos de RPG disponíveis para PC, PlayStation 4, Xbox One (e Series graças à retrocompatibilidade) e o Nintendo Switch.

4. Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

A série que fez os RPG japoneses despontarem chega à sua décima primeira edição com Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age. Conhecida por seus nomes gigantescos, o game volta às suas raízes após se aventurar no terreno dos jogos de RPG online em sua décima edição.

Assim como em outras edições, o enredo de Dragon Quest não foge ao tradicional: como um herói escolhido por forças divinas ao nascer, você deve angariar aliados e viajar o mundo para evitar que forças das trevas destruam o mundo.

Com desenhos de Akira Toriyama (ele mesmo, o criador de Dragon Ball!), o jogo se destaca por ser uma experiência divertida, fácil de explorar e até mesmo um pouco previsível, mas de maneira saudosa. As batalhas por turnos também são bem semelhantes aos games da era de ouro do Super Nintendo.

Só que as lutas não são as únicas responsáveis por jogar a nostalgia lá no alto: você pode decidir se joga o game com os gráficos originais ou totalmente em 2D, como era nos Dragon Quest clássicos!

  • Com quase 100 horas de conteúdo, Dragon Quest XI é uma experiência longa, mas leve e gostosa de se explorar. O game está disponível no Nintendo Switch, PC, PlayStation 4, Xbox One e Xbox Series por retrocompatibilidade. Veja algumas ofertas de Dragon Quest XI aqui no Zoom!

3. Disco Elysium

Um dos jogos de RPG para PC mais surpreendentes dos últimos anos, Disco Elysium pegou todos de surpresa com sua narrativa envolvente e pela liberdade de decisão, maior que muitos jogos de grandes desenvolvedoras. Embora não tenha ganho como Jogo do Ano no The Game Awards 2019, a maior premiação de jogos da atualidade, ele foi o que levou mais troféus para casa.

No papel de um detetive de uma cidade fictícia, você irá se deparar com um grande caso de assassinato. Para resolver esse caso, você pode recorrer a todo tipo de habilidade e ação, sejam elas guiadas pela sua moralidade pessoal ou não.

O modo como você age interfere até mesmo no seu alinhamento político no game, te dando melhores relações com grupos que estejam alinhados com você. Além disso, o jogo te dá uma série de ferramentas que te permitirão planejar seus próximos passos, assim como o modo que aborda cada um deles.

Disco Elysium é num jogo indie, mas sua capacidade de decisão e liberdade são maiores do que jogos de RPG desenvolvidos por grandes produtoras (Fonte: ZA/UM/Divulgação)
Disco Elysium é num jogo indie, mas sua capacidade de decisão e liberdade são maiores do que jogos de RPG desenvolvidos por grandes produtoras (Fonte: ZA/UM/Divulgação)

2. Final Fantasy VII: Remake

Muito aguardado durante anos, foi em abril do ano passado que a Square-Enix finalmente lançou Final Fantasy VII: Remake, que não se limitou a ser apenas uma remasterização. Todo o jogo foi refeito, tanto que até seu sistema de batalha mudou, se tornando um jogo de ação, ao invés do clássico esquema por turnos do original.

Além disso, a produtora não economizou nos gráficos, nos fazendo cair o queixo também com os personagens, de maneira parecida ao que fizemos em 1997. Final Fantasy VII Remake não aborda toda a história do original, contando apenas a primeira parte do game. Por outro lado, toda essa parte foi expandida, totalizando cerca de 40 horas de jogo. Além disso, tem algumas novidades, que não vamos revelar para não dar spoiler.

1. The Witcher 3: Wild Hunt

Talvez o mais impactante entre os jogos de RPG dessa década, The Witcher 3: Wild Hunt jogou o nome de sua produtora, a CD Projekt Red, nas alturas. O jogo fez tanto sucesso que os livros que o inspiraram ganharam uma série na Netflix com Henry Cavill no papel de Geralt de Rivia, protagonista da história.

Em busca da criança da profecia e evitar que seu poder acabe parando nas mãos erradas, já que essa força pode acabar com diversos mundos. Para encontrá-la, Geralt deverá realizar missões por todo o continente, tomando decisões que podem afetar para sempre a vida de quem passa por ele e o cenário geopolítico do mundo.

Um dos fatores mais interessantes e que tornou o game um sinônimo de excelente RPG é que ele te mostra as consequências de suas ações, mesmo que elas levem muito tempo no jogo para acontecer. Ou seja, ao invés de ver apenas uma curta passagem de texto dizendo o que aconteceu, você verá em primeira mão os resultados de seus atos. Conheça toda a história da série nesse artigo completo feito pelo nosso especialista em The Witcher 3!