Os Melhores Livros de Todos os Tempos: 25 títulos entre as melhores obras já publicadas

Conheça alguns dos maiores clássicos da história da literatura mundial.

Os Melhores Livros de Todos os Tempos: 25 títulos entre as melhores obras já publicadas
Luiza RamalhoEditor(a)

Publicado e atualizado 19 min. de leitura.

Entra ano, sai ano, e aquela pilha de livros que a gente compra pra ler depois só faz crescer. No final das contas, todo mundo é culpado por ter mais livros do que tempo e, agora, a pilha está aí te encarando e você não sabe por onde começar. Pensando nisso, a gente aqui no Zoom criou uma lista com os melhores livros da história, para ver se conseguimos te ajudar a escolher qual é o próximo que vai ocupar a sua mesinha de cabeceira.

A nossa equipe pesquisou sobre os melhores livros de todos os tempos, e nesta lista você vai encontrar 25 títulos que estão entre as maiores obras já publicadas ao redor do mundo. Tem romance, tem ficção científica, tem biografias, tem poesia, e, quem sabe, tem também o seu próximo livro favorito. Vem conferir!

Os Melhores Livros de Todos os Tempos
Orgulho e Preconceito- Jane Austen
Diário de Anne Frank- Anne Frank
Dom Casmurro- Machado de Assis
O Senhor dos Anéis- J. R. R. Tolkien
Laranja Mecânica- Anthony Burgess
1984- George Orwell
Cem Anos de Solidão- Gabriel García Márquez
Os Miseráveis- Victor Hugo
Dom Quixote- Miguel de Cervantes
Crime e Castigo- Fiódor Dostoiévski
On The Road- Jack Kerouac
Hamlet- William Shakespeare
A Divina Comédia- Dante Alighieri
Madame Bovary- Gustave Flaubert
A Menina que Roubava Livros- Markus Zusak
Grande Sertão: Veredas- João Guimarães Rosa
Guerra e Paz- Liev Tolstói
Moby Dick- Herman Melville
Os Lusíadas- Luis Vaz de Camões
Anna Kariênina- Liev Tolstói
A Náusea- Jean-Paul Sartre
O Lobo da Estepe- Hermann Hesse
O Grande Gatsby- Francis Scott Fitzgerald
O Estrangeiro- Albert Camus
O Processo- Franz Kafka

O romantismo clássico em Orgulho e Preconceito

Essa obra-prima de Jane Austen foi originalmente escrita no final do século XVIII, porém só foi publicada pela primeira vez em 1813, e é considerada até hoje como um dos maiores clássicos da literatura mundial. O livro já ganhou quatro versões para o cinema e nele a autora traça uma imensa e precisa crítica à sociedade burguesa da Inglaterra do início do século XIX.

Orgulho e Preconceito conta a história da família Bennet. Elizabeth, a protagonista da trama, é a segunda filha mais velha da família. Ela é uma heroína de personalidade forte e vanguardista para a sua época, e tem outras quatro irmãs. A família Bennet não é das mais ricas da sociedade e, com a chegada de dois jovens ricos à região, a mãe das meninas vê neles uma oportunidade de bom casamento para as filhas mais velhas.

Um dos rapazes, Mr. Darcy, se encanta por Elizabeth, mas se recusa a assumir os sentimentos por conta da origem humilde da moça. Elizabeth, por sua vez, o repudia por conta de sua arrogância mesmo quando Mr. Darcy finalmente decide a pedir em casamento. Cabe então ao jovem provar que merece uma chance.

Leia também: Jane Austen: conheça os livros da autora de Orgulho e Preconceito

Título OriginalPride and Prejudice
AutoraJane Austen
TraduçãoAlexandre Barbosa de Souza
EditoraPenguin - Companhia das Letras
Número de páginas576
Primeira publicação1813

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O duro relato de quem vivenciou as crueldades da Alemanha Nazista em Diário de Anne Frank

Quando se pensa nos livros mais vendidos do mundo, é curioso notar que o Diário de Anne Frank figura nessa lista. Ler o diário é essencial para se ter uma dimensão real do que foram as atrocidades cometidas contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial. Tanto que essa obra é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, e já foi traduzida para mais de 70 idiomas.

O Diário de Anne Frank é a única autobiografia nessa nossa lista, e foi escrito por Anne Frank entre os anos de 1942 e 1944 enquanto ela, sua família, e outras pessoas se abrigaram em um esconderijo em Amsterdã para fugir da Ocupação Nazista, até serem encontrados e enviados para campos de concentração. Após o fim da guerra o pai de Anne, Otto (o único membro da família a sobreviver o Holocausto), recebeu os manuscritos da filha e decidiu publicá-los. Hoje os manuscritos estão expostos no museu Casa de Anne Frank, em Amsterdã.

Título originalHer achtrhuis
AutoraAnne Frank
TraduçãoAlves Calado
EditoraRecord
Número de páginas352
Primeira publicação1947

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Dom Casmurro é uma das maiores obras da literatura brasileira

O ciúme é o tema principal deste romance escrito em 1899, que é uma das principais obras literárias da história da literatura brasileira. Machado de Assis é autor de diversos clássicos entre romances, poesias, crônicas, e peças teatrais. Dom Casmurro é o oitavo romance publicado pelo autor, e nele conhecemos a história de Bentinho e Capitu, através dos olhos de Dom Casmurro - que é como o Bentinho é chamado depois de velho.

O narrador conta como ganhou o apelido e depois começa a relembrar a vida ao lado de Capitu - uma amiga de infância que posteriormente se tornou sua esposa. Depois de anos de um casamento feliz, Bentinho se convence que Capitu o traiu com Escobar, um grande amigo que havia falecido alguns anos antes. Esse ciúme, que nunca se sabe se é infundado ou não, corrói a relação até o casal se separar e Bentinho se tornar o amargurado Dom Casmurro.

Título originalDom Casmurro
AutorMachado de Assis
EditoraPenguin - Companhia das Letras
Número de páginas400
Primeira publicação1899

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A saga de O Senhor dos Anéis é um marco da literatura fantástica

Não existe um geek que nunca tenha ouvido falar em Tolkien. O autor britânico é o principal nome quando o assunto é literatura de fantasia, e a trilogia O Senhor dos Anéis é considerada o principal título do gênero, tendo se tornado uma das maiores fontes de inspiração para toda uma nova geração de elementos da cultura pop moderna. Escrita originalmente entre 1937 e 1949, a saga foi criada para ser um volume único, mas foi publicada pela primeira vez divida em três volumes, e assim se imortalizou.

O Senhor dos Anéis é a continuação da história iniciada em O Hobbit, e é dividida nos livros A Sociedade do Anel, Duas Torres e O Retorno do Rei. Juntos, os livros narram uma fantástica batalha do bem contra o mal, em meio a orcs, elfos, humanos, hobbits, anões, magos, dragões, e o Anel - a raiz de todo o poder de Sauron, uma entidade demoníaca que pretende governar o planeta. A única forma de deter o Senhor Sombrio de escravizar todos os povos da Terra Média é destruindo o Anel no fogo das Montanhas da Perdição, onde ele foi criado.

Leia também: J. R. R. Tolkien: conheça os livros do criador de O Senhor dos Anéis

Título originalThe Lord of The Rings
AutorJ. R. R. Tolkien
TraduçãoRonald Kyrmse
EditoraHarper Collins
Número de páginas1568
Primeira publicação1954

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A distopia e violência de Laranja Mecânica fizeram dele um clássico moderno da cultura pop

Escrito na década de 1960, Laranja Mecânica foi escrito pelo autor Anthony Burgess, que se inspirou em eventos reais ocorridos na década de 1940 para criar uma distopia futurista que é uma crítica à sociedade Britânica da época em que o livro foi lançado. A obra alcançou a fama após a sua premiada adaptação cinematográfica dirigida por Stanley Kubrick, em 1971.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo seu protagonista, Alex, em um dialeto criado pelo próprio autor, chamado de Nadsat - uma mistura de gírias inglesas com o russo e termos eslavos, em frases rimadas. A leitura exige uma boa dose de adivinhação e interpretação, mas muitas edições do livro trazem um glossário para ajudar o leitor.

A trama conta a história de Alex e sua gangue de amigos, os drugues, que saem pelas ruas em busca de divertimento praticando atos de violência e abuso por onde passam. Alex eventualmente é preso e submetido a um programa de reabilitação experimental - e bizarro! - do governo.

Título originalA Clockwork Orange
AutorAnthony Burgess
TraduçãoFábio Fernandes
EditoraAleph
Número de páginas352
Primeira publicação2012

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Você com certeza já ouviu falar em 1984

Quando foi escrito, em 1949, esse livro imaginava um futuro distópico onde a sociedade era tomada por um regime totalitarista onde tudo que interessa ao Estado é o poder. 1984 é considerado um dos romances mais influentes do século XX e conta a história de Winston, que vive nessa sociedade futurista onde ninguém escapa da vigilância do Grande Irmão (ou Big Brother, nome que serviu de inspiração para a criação do famoso reality show mundial), o líder absoluto que controla tudo e todos.

O protagonista acaba se rebelando contra o sistema vigente ao conhecer Julia, e os dois se unem em busca da liberdade. Nele, George Orwell - autor de outros clássicos, como A Revolução dos Bichos - descreve características de uma sociedade ditatorial distópica, mas que não estão presentes apenas na ficção, como hierarquização de classes sociais, opressão do governo, alienação e distorção da verdade como forma de manutenção do controle. Parece familiar?

Título original1984
AutorGeorge Orwell
TraduçãoHeloisa Jahn e Alexandre Hubner
EditoraCompanhia das Letras
Número de páginas416
Primeira publicação1949

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Conheça o realismo mágico latino-americano de Cem Anos de Solidão

Esse clássico de Gabriel García Márquez foi lançado pela primeira vez em 1967 e desde então é considerado uma das maiores obras da literatura da América Latina, além de ser tido como segundo romance mais importante da literatura hispânica (o primeiro lugar é do clássico “Dom Quixote”). Autor de outras ficções consagradas, o colombiano García Márquez foi consagrado com o Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Ou seja, é uma leitura obrigatória.

Cem Anos de Solidão se passa em uma cidade fictícia chamada Macondo, que foi fundada pela família Buendía. O autor retrata a história da América Latina através da história das gerações dessa família. Essa impecável obra já foi traduzida para diversos idiomas e já vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares ao redor do mundo.

Curiosamente, o autor (falecido em 2014) e sua família nunca autorizaram uma adaptação audiovisual da obra - até agora! Em 2019 a Netflix conseguiu chegar em um acordo com a família e anunciou que Cem Anos de Solidão chegará à plataforma em 2021, com produção executiva dos filhos de García Márquez.

Leia também: Cem Anos de Solidão e Netflix: saiba mais sobre o clássico que vai virar série

Título originalCien Años de Soledad
AutorGabriel García Márquez
TraduçãoEric Nepomuceno
EditoraRecord
Número de páginas448
Primeira publicação2009

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Um panorama político e social da Paris do século XIX em forma de romance em Os Miseráveis

Os Miseráveis foi publicado pela primeira vez em 1862, e é considerado por muitos a maior obra prima de Victor Hugo. Para se ter noção de sua importância, Os Miseráveis inspirou mais de cinquenta adaptações para o cinema, televisão, teatro, e, na década de 1980 se tornou um dos musicais mais importantes do mundo.

O protagonista do romance é Jean Valjean, que narra sua história desde o momento em que é solto da prisão até a sua morte. O plano de fundo é a França do século XIX, entre as Batalhas de Waterloo e os motins de Julho de 1832. Valjean está decidido a deixar para trás seu passado criminoso (ele foi preso por ter roubado um pão para alimentar sua família) e, ao longo dos cinco volumes do livro, o leitor passa a conhecer a fundo a sociedade parisiense, através do retrato da desigualdade social, conflitos de um povo miserável com um Estado opressor, e a busca por justiça social.

Título originalLes Misérables
AutorVictor Hugo
TraduçãoFrederico Ozanam Pessoa de Barros
EditoraPenguin - Companhia das Letras
Número de páginas1928
Primeira publicação1862

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Dom Quixote é considerado o primeiro romance da história da literatura mundial

Seria impossível falar sobre os maiores livros da história e não citar Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Esta obra-prima da literatura mundial, publicada pela primeira vez em 1605, foi o primeiro romance escrito no mundo, dando origem à esse gênero tão popular, amplo, e importante para a história da literatura. Ou seja, o peso desse clássico é imensurável, e ele é considerado por muitos estudiosos como a melhor obra de ficção de todos os tempos.

O romance narra a história de Dom Quixote, um senhor de meia idade que, depois de ler muitas novelas sobre cavalaria, perde o juízo e decide se tornar um cavaleiro andante. Ele consegue arranjar um cavalo e uma armadura e, ao lado de seu companheiro (e escudeiro) Sancho Pança, sai em busca de sua aventura medieval para conquistar o amor de Dulcinéia - uma donzela imaginária.

Com uma mente fértil e sem muita ligação com a realidade, Dom Quixote cria uma fantasia que transforma problemas e obstáculos banais em cenas de grandes epopéias - quem nunca viu a clássica cena do cavaleiro lutando contra um moinho que ele acredita ser um dragão? - e cabe à Sancho Pança a missão de proteger e trazer seu amigo de volta à vida real, enquanto os dois vivem uma grande jornada pela Espanha.

Título originalEl Higienoso Hidalgo Don Quixote de La Mancha
AutorMiguel de Cervantes
TraduçãoErnani Ssó
EditoraPenguin - Companhia das Letras
Número de páginas1328
Primeira publicação1605

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Crime e Castigo levanta debates morais que permeiam a humanidade

O limite da moralidade humana é o fio que conduz esse romance russo de 1866, escrito por Fiódor Dostoiévski. Durante os anos em que esteve preso, sob acusação de conspirar contra o então imperador da Rússia; Dostoiévski acabou conhecendo as profundezas da mente humana através das pessoas que conheceu nos campos, e que muito provavelmente inspiraram as questões filosóficas levantadas em Crime e Castigo, seu nono romance.

Nele, o leitor acompanha a história de Ródion Ramanovich Raskolnikov, um jovem estudante pobre que vive sendo humilhado e torturado psicologicamente por uma velha agiota que cobra juros extorsivos àqueles que lhe devem dinheiro. Desesperado com a situação, Ródion decide assassinar a idosa, convencido de que não é tão errado assim matar uma pessoa tão má e que faz tão mal aos que estão em sua volta. Ele acaba escapando ileso do crime, mas passa a viver atormentado pela culpa.

Título OriginalПреступление и наказание
AutorFiódor Dostoiévski
TraduçãoPaulo Bezerra
EditoraEditora 34
Número de páginas592
Primeira publicação1866

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Uma viagem de transgressão e revolução em On The Road

Dois jovens, um carro, e uma viagem cruzando os Estados Unidos da década de 50, regada a sexo, drogas, álcool, e liberdade. Esse é o plano de fundo dessa obra escrita por Jack Kerouac em 1951, que foi publicado pela primeira vez em 1957. Isso porque o livro é uma espécie de romance autobiográfico sobre uma viagem do autor com Neal Cassidy pela histórica Rota 66, e foi escrito sob efeitos de alucinógenos.

On The Road escancarou para o mundo os sonhos sujos e transgressores da juventude estadunidense e abriu as portas para a geração beat nos Estados Unidos, conhecida por ser um movimento de contracultura dos anos 50 e 60 no país, formado principalmente por poetas e escritores que ousaram produzir tudo aquilo que as editoras tradicionais se negavam a publicar.

Título originalOn The Road
AutorJack Kerouac
TraduçãoEduardo Bueno
EditoraL&PM
Número de páginas384
Primeira publicação2004

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O “Ser ou não ser?” que colocou Hamlet na história

Uma lista dos maiores títulos da história jamais estaria completa sem citar Shakespeare, autor inglês considerado um dos dramaturgos mais influentes do mundo. Ao lado de Romeu e Julieta, Hamlet é uma das peças mais célebres do autor. Foi escrita em meados de 1600 e já foi traduzida para praticamente todas as línguas modernas ao redor do mundo.

Hamlet é uma peça teatral que conta a história de como Hamlet, o Príncipe da Dinamarca, tenta vingar a morte de seu pai, que foi envenenado pelo seu tio, Claudio, que acaba casando-se com sua mãe e tomando o trono. Tomado pela loucura - real e fingida - o jovem príncipe trama um plano para expôr a verdade sobre o assassinato cometido por Claudio, enquanto conversa com o fantasma do falecido rei. É uma narrativa clássica e complexa, que explora temas que, desde então, permanecem presentes em inúmeros textos dramáticos através da história.

Título OriginalThe Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark
AutorWilliam Shakespeare
TraduçãoLawrence Flores Pereira
EditoraPenguin - Companhia das Letras
Número de páginas320
Primeira publicação1603

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A Divina Comédia marca o surgimento da literatura italiana - e mundial

Esse é mais um título obrigatório em qualquer lista com os melhores livros do mundo. O texto de Dante Alighieri data do início do século XIV e é um poema épico, dividido em três volumes. Escrito em um dialeto toscano que, apesar de ter sido considerado vulgar na época (ao contrário do latim, que era comumente usado em documentos mais “sérios”), é um idioma que se aproxima muito do italiano moderno. A Divina Comédia é considerada por muitos estudiosos como a primeira obra da literatura italiana, e é um dos textos mais completos sobre a civilização medieval.

A teoria base que rege A Divina Comédia é que a Terra está no meio de três círculos concêntricos, cujo centro seria a Terra Santa, em Jerusalém. Ao longo do poema, acompanhamos a viagem de Dante através dessas três camadas: Inferno, Purgatório, e Paraíso - os três volumes da obra. O protagonista, representado pelo próprio autor, é um retrato do homem medieval em uma jornada moral e espiritual, dividido entre a cultura clássica e as tradições cristãs. É uma obra de peso inestimável para a cultura mundial, e já foi retratada inúmeras vezes ao longo desses setecentos anos de existência.

Título OriginalLa Divina Commedia
AutorDante Alighieri
EditoraEditora 34
Número de Páginas736
Ano2009
TraduçãoItalo Eugenio Mauro
GêneroLiteratura Italiana / Poesia

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Quando foi lançado, Madame Bovary levou seu autor a julgamento

Madame Bovary é um romance francês da metade do século XIX. Quando foi publicado pela primeira vez o livro foi recebido com choque pela sociedade francesa, e o autor, Gustave Flaubert, foi acusado de imoralidade por abordar o tema do adultério, tendo que ir responder nos tribunais - onde foi eventualmente inocentado.

O romance fala sobre o casamento de Charles e Emma Bovary. Jovem, sonhadora, e bela, Emma descobre que o casamento com Charles, um médico interiorano com poucas ambições, não é nada do que ela havia imaginado. Presa à esse relacionamento frustrado e à uma vida entediante, ela busca nos amantes e no consumismo uma forma de encontrar felicidade e liberdade. Decepcionada com tudo, acaba, por fim, tirando a própria vida.

Título originalMadame Bovary
AutorGustave Flaubert
TraduçãoIlana Heineberg
EditoraL&PM Editores
Número de páginas336
Primeira publicação1856

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Uma história contada pela morte em A Menina que Roubava Livros

Para além de ser um ótimo livro, este é um belo exemplo de romance histórico moderno. Em A Menina que Roubava Livros o autor australiano, Markus Zusak, usa a Segunda Guerra Mundial como plano de fundo para a construção de sua história, que se passa na Alemanha nazista, entre os anos de 1939 e 1943.

No livro, a Morte é a narradora, e conta a história da jovem Liesel. Depois que a sua mãe a envia para morar com um casal adotivo para conseguir fugir da perseguição nazista, Liesel aprende a ler e passa a furtar livros antes que eles sejam queimados pelo regime de Hitler, e acaba canalizando na literatura sua válvula de escape para a dura realidade ao seu redor.

Título originalThe Book Thief
AutorMarkus Zusak
TraduçãoVera Ribeiro
EditoraIntrínseca
Número de páginas480
Primeira publicação2005

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A rica narrativa de Grande Sertão: Veredas transformou esse clássico brasileiro em obra universal

Com uma narrativa inovadora e repleta de detalhes e peculiaridades, essa obra do escritor mineiro João Guimarães Rosa se tornou um sucesso instantâneo quando foi publicada pela primeira vez, em 1956. Grande Sertão: Veredas ganhou diversos prêmios ao redor do país e foi traduzido para diversas línguas.

A leitura de Grande Sertão: Veredas pode ser considerada desafiadora para muitos, uma vez que a história é narrada por seu protagonista, o jagunço Riobaldo, com uma linguagem própria repleta de regionalismos e trejeitos sertanejos. Ao longo do livro, Riobaldo conta a história de sua vida ao mesmo tempo em que conta também a história de um outro personagem do qual jamais saberemos o nome.

Através de uma narrativa rica em detalhes que se passa no sertão - em algum lugar entre os estados da Bahia, Minas Gerais, e Goiás -, acompanhamos a jornada de autoconhecimento e as reflexões morais e filosóficas de Riobaldo, enquanto conhecemos outros personagens e lugares dessa rica região do país.

Título originalGrande Sertão: Veredas
AutorJoão Guimarães Rosa
EditoraCompanhia das Letras
Número de páginas560
Primeira publicação1956

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Guerra e Paz é um retrato da Rússia do século XIX

Essa obra-prima de Liev Tolstói é, sem dúvidas, intimidadora. Com mais de 1200 páginas em sua versão original, Guerra e Paz é tido como um dos livros mais volumosos da história da literatura mundial, além de ser um dos livros mais importantes do mundo. Escrito na segunda metade do século XIX, Guerra e Paz é um romance que conta a história da Rússia após a invasão de Napoleão, em 1812.

Ao longo do livro o autor narra a história de cinco famílias da aristocracia russa e os vínculos entre os personagens e os acontecimentos históricos, com uma riqueza de detalhes que humanizam e elevam sua obra. Através de uma narrativa elaborada, Tolstói - que é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos - mistura suas reflexões pessoais sobre a aristocracia, guerra, livre arbítrio, poder e política, com os fatos que marcaram a história da Rússia.

Título originalВойна и мир
AutorLiev Tolstói
TraduçãoRubens Figueiredo
EditoraCompanhia das Letras
Número de páginas1536
Primeira publicação1869

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De clássico da literatura à desenho infantil, “Moby Dick” segue encantando gerações

Provavelmente você que está lendo esse artigo já ouviu falar na baleia Moby Dick, principalmente quando criança. Mas Moby Dick é uma obra muito mais rica e complexa do que se imagina. Herman Melville, o autor desse clássico, não chegou a ver o sucesso de sua obra pois, ao ser publicado pela primeira vez em 1851, Moby Dick não agradou o público da época.

A história do livro é inspirada por acontecimentos reais, e conta a história de um capitão de navio que teve uma das pernas arrancadas enquanto caçava uma baleia. Sedento de vingança, o marinheiro resolve juntar uma nova tripulação e sair à caça do animal que, mais uma vez, leva a melhor. A história é narrada por Ishmael, o único tripulante a sobreviver ao embate com Moby Dick, a temida e odiada baleia branca. Riquíssimo em detalhes - líricos e científicos - e reflexões filosóficas, Moby Dick faz juz à sua fama e segue encantando gerações há quase dois séculos.

Título originalMoby Dick
AutorHerman Melville
TraduçãoBerenice Xavier
EditoraNova Fronteira
Número de páginas640
Primeira publicação1851

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Os Lusíadas é a grande epopéia da literatura lusitana

Todo estudante brasileiro já ouviu falar em Camões e Os Lusíadas e, mesmo sem ter prestado muita atenção nas aulas, sabe que esses nomes são importantes para a história do Brasil e do mundo. Para refrescar a memória: Luis Vaz de Camões viveu no século XVI e é tido como o primeiro poeta português, frequentou a corte, e participou das expedições navais que buscavam encontrar novas rotas para a Índia - e que culminaram no descobrimento do Novo Mundo.

Os Lusíadas, sua principal obra, foi publicada pela primeira vez em 1572, e contém uma série de cantos e poemas que descrevem o desbravamento dos mares pelos navegadores portugueses, em uma mistura de relatos históricos com mitologia. A epopéia de Camões é um dos principais documentos sobre a história de Portugal e do mundo.

Título originalOs Lusíadas
AutorLuis Vaz de Camões
EditoraL&PM
Número de páginas328
Primeira publicação1572

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Anna Kariênina é impecavelmente humano

Essa é mais uma obra exemplar do autor russo Liev Tolstói. Tido como um dos principais romances da literatura russa, Anna Kariênina (ou “Anna Karenina” em algumas traduções) foi publicado pela primeira vez em 1877. Tolstói viveu entre os séculos XIX e XX, e é considerado até os dias de hoje como o principal romancista da literatura russa. Guerra e Paz, citado anteriormente, é tido por muitos estudiosos como um dos livros mais importantes da história da literatura mundial.

Anna Kariênina tem como plano de fundo a Rússia czarista e narra o caso extra-conjugal da personagem que dá nome ao livro. Anna é uma aristocrata que, apesar de ter uma vida que muitos considerariam perfeita, se sente incompleta - até que conhece o oficial Conde Vronsky. Apaixonado, Vronsky deseja que Anna se divorcie de seu atual marido para que eles possam se casar, mas ela vive insegura sob as pressões sociais. É um romance realista clássico, e profundamente humano.

Título originalАнна Каренина
AutorLiev Tolstói
TraduçãoRubens Figueiredo
EditoraCompanhia das Letras
Número de páginas840
Primeira publicação1877

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A mistura de romance com filosofia transformou A Náusea na obra-prima de Sartre

Jean-Paul Sartre foi um filósofo, professor, e escritor francês que viveu entre os anos de 1905 e 1980, tendo sido um importante nome do movimento Existencialista do século XX, e chegou a ganhar o Nobel de Literatura em 1964 - prêmio que ele se recusou a receber. A Náusea foi seu primeiro romance, e é considerada por Sartre, e por muitos estudiosos, como a sua obra-prima.

Numa mistura harmoniosa de filosofia com um romance de narrativa acessível, Sartre conta a história de Antoine Roquetin - um jovem historiador que viaja pela Europa e termina por assentar-se em uma cidade portuária na França. O protagonista passa então a escrever diários onde discorre sobre seus sentimentos em relação à vida e sua angustiada busca por um sentido. Eventualmente, acaba chegando à conclusão de que a existência humana não possui um propósito e é, muitas vezes, medíocre. E então Antoine percebe que todos os seus sentimentos culminam em uma sensação maior e avassaladora: a náusea.

Título originalLa Nausée
AutorJean-Paul Sartre
TraduçãoRita Braga
EditoraNova Fronteira
Número de páginas204
Primeira publicação1938

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O Lobo da Estepe aborda a construção de identidade e a importância da socialização

Hermann Hesse é mais um autor ganhador de um Nobel de Literatura em nossa lista. Em 1946, pouco após a Segunda Guerra Mundial - na qual o alemão publicou diversos artigos se posicionando firmemente contra a ditadura de Hitler - Hesse foi consagrado com um Nobel de Literatura e um Prêmio Goethe.

Considerado até os dias de hoje como um dos principais romancistas alemães, Hesse publicou O Lobo da Estepe pela primeira vez em 1927, e nele o autor conta a história de Harry Haller, um homem de meia idade alcoólatra e solitário que acredita que a não socialização é a característica marcante de sua identidade. Ao longo do livro acompanhamos como a depressão consome a vida do protagonista, até a chegada de outros personagens que irão, gradativamente, ajudar Harry a sair do abismo de autodestruição e se reaproximar do mundo.

Título originalDer Steppenwolf
AutorHermann Hesse
TraduçãoIvo Barroso
EditoraRecord
Número de páginas240
Primeira publicação1927

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O Grande Gatsby retrata o glamour e a loucura dos anos 1920

O Grande Gatsby é daqueles livros que te transportam para um outro momento da história de uma maneira exemplar. Tanto que, quase cem anos depois de sua publicação original, esse livro permanece sendo uma referência sobre essa década. O autor, Francis Scott Fitzgerald, nasceu em 1896 e era obcecado pelo estilo de vida das famílias de classe alta - tema recorrente na sua obra.

O Grande Gatsby conta a história de Jay Gatsby, um milionário conhecido por dar festas extravagantes em sua mansão, através dos olhos de Nick Carraway, um jovem que aluga uma casa humilde vizinha à de Gatsby. Nick passa a frequentar as festas e observar com curiosidade a vida do vizinho magnata, tentando entender de onde vem toda a fama e fortuna e quem, de fato, é Jay Gatsby.

Título originalThe Great Gatsby
AutorFrancis Scott Fitzgerald
TraduçãoWilliam Lagos
EditoraL&PM
Número de páginas208
Primeira publicação1925

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O Estrangeiro inspira reflexões filosóficas e morais

Esse é um livro pequeno, que poderia passar despercebido pelo leitor em meio à obras imensas e edições de peso, se não fosse pela capacidade peculiar de Albert Camus de explorar história, política, filosofia, e questões morais com uma genialidade única - e que lhe rendeu um Nobel de Literatura. Camus escreveu O Estrangeiro na década de 1940, e até hoje o título é considerado a sua principal obra.

O livro é narrado por Meursault, a partir do momento em que ele recebe um telegrama informando o falecimento de sua mãe. Meursault vive na Argélia na época em que o país ainda era colônia francesa e é o tipo de homem que não é capaz de expressar (ou sentir) quaisquer emoções - mesmo durante o enterro da própria mãe.

Ao longo do livro, o protagonista se envolve em uma briga com um árabe e termina por matá-lo. Acaba preso e indo a julgamento, porém tudo começa a tomar outros rumos quando a acusação passa a julgá-lo não pelo assassinato, mas sim por Meursault não ter chorado no enterro da sua mãe. O Estrangeiro faz parte da chamada Trilogia do Absurdo de Camus.

Título originalL’Étranger
AutorAlbert Camus
TraduçãoValerie Rumjanek
EditoraRecord
Número de páginas128
Primeira publicação1979

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O surrealismo burocrático e a frustração sem fim em O Processo

Se você já se viu sufocado por burocracias desnecessárias e intermináveis (quem nunca?!), você com certeza vai se identificar com essa obra clássica de Franz Kafka. O Processo conta a história de Josef K., um funcionário de banco que um dia é surpreendido por agentes que lhe contam que ele está sendo processado por um crime. A questão é: K. não faz ideia quem está o processando ou de qual crime está sendo acusado. Ao longo da trama acompanhamos suas tentativas frustradas de entender o que está acontecendo e reorganizar sua vida.

Em meio a papeladas e conversas que não chegam a lugar nenhum, Kafka nos coloca no meio de um labirinto interminável de etapas burocráticas junto com o protagonista, em uma jornada cheia de absurdos e estruturas desconexas. O Processo é um romance que marcou a obra de Kafka e se mantém atual, mesmo quase cem anos após sua publicação original.

Título originalDer Prozess
AutorFranz Kafka
TraduçãoModesto Carone
EditoraCompanhia de Bolso
Número de páginas272
Primeira publicação1925

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