Entenda antes de comprar em TV

Smart TV: como escolher a TV certa para comprar? [Guia de Compras]

Saiba as diferenças de tecnologias e as orientações para comprar uma TV nova.

TV
por Ricardo Bergher - Especialista em Tecnologia.

Antes de explicarmos quais são as principais tecnologias e recursos, confira os sete passos básicos para não errar na compra:

1 – Busque a melhor imagem – Evite comprar uma TV Full HD. Os aparelhos com resolução 4K tem, de longe, o melhor custo-benefício na atualidade. A tecnologia 8K ainda é muito cara e tem pouco conteúdo disponível.

2 – Atenção aos recursos – Procure produtos com um bom HDR e, se possível, escolha uma TV com frequência de 120 Hz. Estes dois recursos fazem grande diferença no resultado final.

3 – Cuidado com a tecnologia da tela – Os displays OLED são os que entregam melhor qualidade em cores e contraste, é melhor que um LCD de LED, mas também é mais caro. Há uma solução intermediária, a tela de pontos quânticos (QLED e NanoCell) que podem ser uma boa ideia.

4 – Quanto mais portas, melhor - Procure pelo menos quatro portas HDMI. Opte pelo formato HDMI 2.1, o mais recente, se puder.

5– Fique de ouvidos atentos – Planeje a compra de uma soundbar. Hoje as TVs são mais finas e isso não favorece os sistemas de som. Uma barra de som pode dar um up e tanto para o áudio.

6 – De olho no vendedor – Fuja de promoções mirabolantes e busque revendedores de confiança. Com eles, você recebe a garantia, o serviço e o suporte do fabricante.

7 – Ouça os especialistas – Nossos especialistas aqui no Zoom produzem diversas matérias sobre lançamentos, comparativos e listas com os melhores aparelhos do mercado. Fique de olho na nossa página dedicada ao mundo das TVs!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

1. Smart ou não Smart?

2. Tamanho da Tela

2.1 - 32"
2.2 - 40" e 43"
2.3 - 49" e 50"
2.4 - 55" ou mais

3. Tipo da Tela

3.1 - LED, OLED, QLED ou NanoCell?
3.2 - Tela Curva e 3D
3.4 - Pixel RGB e RGBW
3.5 - IPS ou VA?

4. Resolução

4.1 - 8K vale a pena?

5. Frequência/Taxa de Atualização

5.1 - 60 Hz
5.2 - 120 Hz ou mais

6. Conectividade

7. Áudio

7.1 - Devo comprar uma Soundbar?

8. Controle Remoto

8.1 - O que é o Smart Magic?

9. Sistema Operacional

9.1 - Android TV, Tizen ou webOS?

10. Recursos Extras

10.1 - O que é HDR (High Dynamic Range)?

11. Design

12. Qual a melhor marca de TV?

12.1 - LG
12.2 - Samsung
12.3 - Sony
12.4 - TCL
12.5 - Panasonic

13. Quando comprar uma TV nova?

1. Ainda vale a pena comprar uma TV sem ser Smart?

Se você já começou a sua pesquisa, teve ter notado que a grande maioria dos aparelhos que estão hoje no mercado são do tipo smart. A maior vantagem é que este tipo de TV pode se conectar à internet, e isso não é apenas um luxo.

Conectar-se à rede significa a possibilidade de reproduzir conteúdos de streaming, acessar às redes sociais e baixar diferentes tipos de aplicativos. Aparelhos mais modernos também aceitam comandos por voz e outras têm até câmera para fazer vídeo-chamadas.

Outra grande vantagem de uma Smart TV é a integração com outros dispositivos. Isso pode ser feito por cabos (conexões como HDMI, MHL e USB), ou sem fio, com as tecnologias DLNA, NFC e Bluetooth.

Sendo assim, antes de escolher seu modelo de Smart TV, verifique se ela é compatível com seu smartphone, tablet, home theater, etc.

Conclusão: estamos na era da informação, então definitivamente vale a pena gastar um pouco mais e comprar uma smart TV em vez de um aparelho padrão!

2. Tamanho de tela: qual o ideal para você?

Existem hoje tamanhos para todos os gostos, desde as menores telas até gigantescas. Para entender melhor qual é a opção de compra perfeita, é necessário pensar bem sobre o uso que ela terá.

Uma TV para a cozinha ou para o quarto de uma criança pode ter característica diferentes daquelas que vão para um quarto de casal ou para a sala. Confira os tamanhos e veja qual melhor se enquadra ao perfil que você busca:

2.1 - 32 polegadas ou menores: hoje uma TV com 32 polegadas ou menos é considerada pequena e você só deve encontrar modelos em HD ou Full HD (4K, só a partir de 40 polegadas).

Claro que isso representa uma qualidade um pouco menor, mas aparelhos assim podem ser instalados sem problemas em uma cozinha ou no quarto das crianças. Neste caso, prefira uma Full HD.

2.2 - 40 a 43 polegadas: uma sala menor, com 2 metros de distância ou menos entre o usuário e a TV, pede aparelhos com 40 ou 43 polegadas.

Telas maiores podem nesta mesma distância podem dar uma sensação de pixelização, quando você percebe os quadradinhos (os pixels) que formam a imagem.

Outro ponto importante é que a partir deste tamanho, as TVs 4K são as melhores escolha. O preço é um pouco mais alto do que o das Full HD, mas a qualidade é bem melhor.

2.3 - 49 e 50 polegadas: se a distância entre quem está assistindo e a tela estiver entre 2 e 3 metros, pode apostar em aparelhos de 49 ou 50 polegadas sem problemas. A experiência de imersão com as telas maiores é maior e vale a pena o investimento.

2.4 - 55 polegadas ou mais: agora, se a sua sala é grande, você curte uma ótima experiência, e tem um maior poder de investimento, pode partir para os aparelhos gigantes sem o menor problema.

Com 3 metros de distância entre usuário e TV já dá para apostar em um TV de 55 até 70 polegadas. Se a distância for maior, pode optar por até por telas acima de 75 polegadas.

Conclusão: antes da comprar, entenda muito bem onde a TV será instalada. Para obter o melhor de cada aparelho é preciso escolher o tamanho de tela correto para cada ambiente.

3. Tipo de tela

3.1 - LCD LED, OLED, QLED ou NanoCell?

Se você não entende esta sopa de letrinhas, não se preocupe, a gente explica. Elas tratam da tecnologia que a tela usa. O impacto sobre a qualidade da imagem, é claro, é bem importante.

Uma TV LED LCD é um painel de vidro fino com cristais em seu interior (o LCD), que tem uma iluminação traseira feita por diodos emissores de luz (os LEDs).

Essa é a tecnologia mais antiga entre as quatro, por isso está presente em aparelhos mais baratos.

Já uma TV OLED tem diodos orgânicos que não precisam de iluminação traseira, já que o painel tem emissão de luz própria.

Este tipo de TV é um pouco mais caro, mas têm cores mais vivas, brilho e contraste. É um investimento que vale a pena.

As TVs QLED também são um avanço em relação ao LCD e se baseia em pontos quânticos, que são pequenas partículas condutoras, com menos de um nanômetro de diâmetro.

A tecnologia é usada pela Samsung, TCL e mais algumas marcas, e sua vantagem é a enorme variação de cores, mesmo em ambientes com pouca luminosidade.

Por fim, a tecnologia NanoCell usada pela LG tem o funcionamento parecido com a QLED, mas tem uma vantagem: enquanto a QLED usa uma película de nano cristais sobre a tela, os minúsculos cristais da NanoCell estão aplicados diretamente no display e isso torna as cores ainda mais vivas.

Conclusão: se for possível, vale a pena investir um pouco mais e comprar uma TV com a tela OLED, mas se você prefere gastar um pouco menos, escolha entre a tecnologia QLED ou NanoCell.

3.2 - Tela Curva e 3D valem a pena?

Uma TV 3D com uma imagem que “salta” da tela ou uma linda TV tela curva que oferece maior campo de visão e maior contraste. Parece uma boa ideia, não é? E foi, pelo menos por um tempo.

Os fabricantes também gostaram dessas ideias, mas somente por um tempo e essas tecnologias foram descontinuadas.

Os aparelhos mais modernos não usam mais telas com recursos de 3D ou curvas e nem os produtores de conteúdo estão preocupados com elas.

Conclusão: o que já foi uma boa ideia, hoje já não é mais. Fuja dessas tecnologias ao comprar sua nova TV.

3.4 - Pixel RGB e RGBW, uma escolha importante mas pouco divulgada

Se você nunca ouviu essas siglas, não se preocupe, você não é o único. No entanto, acredite, essas letrinhas fazem uma enorme diferença. Entenda o que eles significam:

RGB é o padrão utilizado pelas TVs 4K certificadas. A sigla significa vermelho, verde e azul (ou red, green e blue), que são as cores reproduzidas por cada pixel no processo de formação da imagem. A partir destas cores, a tela consegue reproduzir qualquer tonalidade.

Já o RGBW tem mais uma cor, a branca (white, na sigla). As telas com este tipo de pixel substituem uma das cores por uma luz branca. Como você já deve ter imaginado, isso significa perda de qualidade.

Evite telas com pixels RGBW, os RGB entregam qualidade bem maior / Divulgação: Samsung
 

As imagens brancas em uma TV 4K RGBW, tendem para um tom azulado, enquanto as coloridas têm menos brilho e uma aparência mais opaca.

Outro problema é que produtores de conteúdo, em geral, usam o padrão RGB. Ou seja, suas séries, novelas, filmes e esportes vão ficar com uma qualidade abaixo do que poderiam.

Conclusão: sendo assim, no momento da escolha, deixe o RGBW de lado e escolha o aparelho com pixels RGB.

3.5 - IPS ou VA? Depende do perfil do usuário!

A sigla IPS, em inglês significa “In Plane Switching”, ou seja, os cristais líquidos da tela são alinhados horizontalmente em uma tela LCD. Já VA é a sigla para “Vertically Aligned”, o que quer dizer que o alinhamento é vertical. Mas, de fato, qual é o impacto destas disposições?

O IPS propicia uma reprodução de cor mais fiel ainda que em ângulos de visualização mais fechados. No entanto, ele tem menos contraste, o que dificulta a experiência com imagens mais escuras.

Se você é fã de filmes de terror ou de jogos, que em geral usam e abusam do contraste, este tipo de tela não é o ideal para você. Já quem curte filmes de arte, com foto na alta experiência fotográfica, pode escolher o IPS sem medo.

Por outro lado, o VA perde definição quando você está de lado em relação ao aparelho de TV, mas tem tons de preto mais definidos. Além disso, ele tem melhor tempo de resposta, ou seja, a sequência de imagens tende a ser mais fluída.

Conclusão: cada um tem vantagens e desvantagens. Se você preza mais pelas cores, a melhor opção é o IPS, já se você é um gamer ou gosta de filmes de ação, prefira o VA.

4. Resolução de tela: do HD ao 8K, um passeio pelo mundo dos pixels

A tecnologia das telas de TV não para de evoluir e, com o passar do tempo, cada vez mais pixels são oferecidos para formar imagens cada vez mais impressionantes. No momento da compra de um novo aparelho, qual é a resolução ideal? HD, Full HD 4K ou 8K.

A resposta óbvia seria 8K, já que se trata de uma tecnologia mais recente, com muito mais pixels. Contudo, na prática não é bem assim.

As telas com tecnologias mais antigas, com resolução HD (1280 x 720 pixels), já não são mais aconselháveis para a compra. É possível, com um investimento apenas um pouco mais alto, comprar uma TV Full HD (1920 x 1080 pixels).

No entanto, a diferença de preço entre um aparelho com tela Full HD e uma TV 4K (3840 x 2160 pixels) já não é tão grande. Vale a pena comprar o modelo Full HD apenas se ele tiver menos de 40 polegadas, já que a linha de TVs 4K só começa a partir deste tamanho.

A 4K neste momento é a melhor escolha, uma vez que o preço dela vem caindo e ela conta com diversos recursos para a otimização da qualidade de imagens.

4.1 - 8K vale a pena?

Já a mais nova geração de TVs conta com resolução 8K (7680 x 4320 pixels), e tem imagens que realmente impressionam.

O problema é que essa tecnologia ainda é muito cara e, além disso, a grande maioria dos conteúdos que você vai consumir ainda não está preparada para esta resolução.

Os fabricantes corrigem essa questão parcialmente, melhorando as imagens por meio de Inteligência Artificial, mas em geral o consumidor vai pagar bem caro sem conseguir desfrutar plenamente do potencial da TV.

Conclusão: a melhor escolha neste momento de publicação dessa matéria é, sem dúvida, uma TV 4K, tirando casos específicos, como quando o usuário opta por uma TV pequena, ou ainda quando ele realmente precisa de uma qualidade muito alta de imagem e topa pagar mais por isso.

5. Frequência/Taxa de Atualização: deixe as imagens mais fluídas

A taxa de atualização, também conhecida como frequência, é outro parâmetro que faz grande diferença na experiência de assistir TV.

Em linhas gerais, a frequência é o número de quadros que são mostrados pela tela a cada segundo. Ela é medida em Hertz (Hz).

5.1 - 60 Hz

A maioria dos aparelhos do mercado têm a frequência de 60 Hz. Essa é uma taxa de atualização que vai garantir uma boa experiência na maior parte do tempo, mas que pode gerar um certo incômodo em momentos de maior ação de um game ou naquela cena de um filme de ação em que o “bicho está pegando”.

5.2 - 120 Hz

Alguns aparelhos têm a frequência de 120 Hz ou mais. Isso significa que há mais quadros a cada segundo, garantindo imagens mais fluídas e uma experiência bem mais agradável mesmo quando a tela apresenta vários elementos ao mesmo tempo.

Conclusão: prefira sempre os aparelhos com uma taxa de atualização de ao menos 120 Hz.

6. Conectividade: quais são as principais entradas e de quantas eu preciso?

Diferentemente do que acontecia no passado, uma nova TV cada vez mais “conversa” com outros aparelhos e assim, a conectividade é fundamental.

Hoje uma TV se conecta a, por exemplo, um descodificador de sinal de TV a cabo, um vídeo game, uma soundbar, computador, celular. Tudo ao mesmo tempo.

Por isso, fique atento ao número de entradas HDMI. Alguns modelos oferecem apenas uma ou duas entradas, ou seja, vai faltar capacidade de conexão com outros aparelhos. Procure TVs que tenham ao menos 4 entradas HDMI. Fique atento, pois há diversos padrões deste tipo de cabo e o mais moderno é o HDMI 2.1.

Entradas HDMI e USB são fundamentais para conectar outros dispositivos na TV / Foto: Beto Rocha
 

Outras entradas também são importantes, como a USB, que serve para conectar a TV a celulares, HDs e pen drives. Ter pelo menos 2 ou três portas deste tipo podem evitar grandes dores de cabeça no futuro.

As smart TVs mais modernas se conectam à internet sem a necessidades de cabo, no entanto ter uma entrada LAN para se conectar via cabo é outra necessidade que deve ser observada. Se o WiFi falhar por algum motivo, é sempre bom ter um plano B.

E não se esqueça também de checar outras formas de conexão. Alguns aparelhos trazem facilidades para espelhar o conteúdo de smartphones, tablets e outros aparelhos sem a necessidade de cabos, como as tecnologias DLNA, NFC.

Além disso, um bom Bluetooth faz toda a diferença. A versão mais moderna é o Bluetooth 5.0, mas se a TV tiver a versão 4.0 já é suficiente.

Conclusão: escolha uma TV com ao menos 4 entradas HDMI, duas portas USB, 1 LAN e um bom Bluetooth.

7. Áudio: vou precisar de um Home Theater ou uma Soundbar?

Bom, uma TV é um aparelho áudio visual, então é claro que o som tem um a importância grande. Na verdade, uma experiência televisiva precisa de um áudio de boa qualidade para ser completa.

O problema é que por mais modernos que sejam as TVs de hoje, o som delas não é tão bom assim. De fato, houve uma queda na qualidade e isso aconteceu devido ao design cada vez mais fino.

7.1 - Devo comprar uma Soundbar?

A boa notícia é que existem excelentes soundbars que têm a função justamente de melhorar o áudio da TV em um casamento perfeito de áudio e vídeo. O preço vai de menos de R$ 200 até cerca de R$ 4.000.

Se você busca uma experiência ainda mais completa, pode optar por um home theater, que conta com um woofer, várias caixas de som e tecnologias de áudio 360 graus que espalham a origem do som pelo ambiente.

Conclusão: claro que é possível ter boas experiências apenas com o áudio da nova TV, mas já que você vai investir, vale a penas gastar um pouco mais e melhorar a qualidade do som.

8. Controle Remoto: pense em todos os usuários!

Antes de comprar a sua nova TV, estude bem como funciona o controle remoto do modelo. Veja se ele aparenta ser de uso amigável e pense bem em todas as pessoas que vão usar o aparelho.

Apesar de facilidades de acesso cada vez maiores, muitas vezes crianças e idosos (ou mesmo adultos que não são afeitos à tecnologia), têm dificuldade no uso por não entenderem bem o funcionamento da TV. Controles com um botão “Netflix, por exemplo, podem fazer grande diferença para este perfil de usuários.

8.1 - O que é o Smart Magic?

Controle Smart Magic da LG entende a voz do usuário e funciona como controle remoto / Foto: Beto Rocha

 

Busque por soluções. A LG, por exemplo, oferece o Smart Magic, que tem um botão para os comandos de voz. Este pode ser um diferencial bem bacana, pois não adianta ter um aparelho completo se os usuários não conseguem fazer nem o básico.

Conclusão: pesquise os modelos de controles remotos e certifique-se de que eles atendem bem a todos que vão usar o aparelho.

9. Sistema operacional: soluções e problemas modernos

Um bom sistema operacional traz recursos para a smart TV bem bacanas. Você pode ter acesso a centenas de aplicativos, usar um browser para acessar a internet, ter acesso a jogos e muito, muito mais.

No entanto, neste quesito há um problema parecido com o do controle remoto. Se o sistema operacional não for amigável, muitos usuários vão ficar "perdidos” e sem conseguir navegar. Assim como no item anterior, quem não entende bem a tecnologia pode não conseguir desfrutar o potencial que a TV proporciona.

9.1 - Android TV, Tizen ou webOS?

Os três principais sistemas operacionais atualmente são o Android TV, presente nas TVs Sony e TCL, o WebOs da LG e o Tizen da Samsung. Todos tem semelhanças, mas também particularidades que podem ajudar na sua escolha.

Em geral, as TVs Samsung e LG são mais baratas e pelo menos parte disso é culpa do sistema operacional. Acontece que o AndroidTV precisa de uma configuração um pouco mais pesada, o que, no fim das contas, acaba encarecendo o aparelho.

Por outro lado, o AndroidTV é uma espécie de “irmão” do Android, o que dá vantagens para quem usa celulares com esse sistema operacional.

TVs com Android ofecerem grande quantidade de aplicativos da Google Play Store / Foto: Beto Rocha

 

É possível, por exemplo, espelhar com facilidade o celular na TV, dar comandos de voz usando o celular e interligar sua TV com um sistema smart home do Google para controlar outros eletrodomésticos.

Tanto o Tizen quanto o webOs também têm facilidades de espelhamento com smartphones da Samsung e da LG e possibilidades de comandos de eletrodomésticos inteligentes.

Conclusão: é difícil apontar qual é o melhor sistema operacional. O ideal é observar quais são os smartphones que você tem em casa, além de outros eletrodomésticos inteligentes.

10. Recursos Extras: o que mais a TV pode oferecer?

Aqui vai mais uma dica: navegue nos sites dos fabricantes e confira os principais recursos. Cada fabricante tem tecnologias que prometem otimização da imagem. Em comum entres as TVs que apresentam as melhores imagens está o HDR, e isso é importante observar antes da sua compra.

10.1 - O que é HDR (High Dynamic Range)?

HDR é a sigla em inglês para High Dynamic Range, ou em português, Alto Alcance Dinâmico. Ele é um recurso que tem como objetivo de deixar aumentar a qualidade de imagem, com melhores resultados em brilho e contraste.

O suporte ao HDR permite notar melhores os detalhes tanto nas cenas claras quanto nas escuras e aumenta consideravelmente a paleta de cores. Resumindo, você terá uma experiência mais próxima do que era a intenção original do diretor do filme.

O HDR aumenta a qualidade de imagem, com mais brilho e contraste / Divulgação: TCL

 

Antes da compra da TV, procure saber se ela tem o HDR 10, o HLG, o Dolby Vision (que também é um tipo de HDR) ou o HDR 10+, que são os principais recursos HDR da atualidade.

Conclusão: fuja de qualquer aparelho que não tiver um bom HDR. Ele é fundamental nos dias de hoje.

11. Design: bordas finas e recursos de integração ao ambiente

Por fim, analise bem onde você vai instalar o seu aparelho. Escolha um tamanho de tela que se adeque ao tamanho da parede, caso pretenda pendurá-la. Se ela for para cima de uma rack, verifique se há espaço para que a base fique bem firme.

TVs mais modernas possuem bordas bem finas, o que favorece a sensação de imersão no conteúdo que você vai assistir. Algumas bases reservam o espaço ideal para o uso de uma soundbar.

Existem também modelos com soluções para esconder os fios, e outros com um hub para a conexão dos cabos, deixando o visual da sala bem mais clean sem a presença de vários fios visíveis no ambiente.

Aparelhos mais recentes apresentam até mesmo a possibilidade de exibir obras de arte ou fotos em modo desligado, deixando a decoração livre de uma tela preta quando a televisão não estiver sendo assistida.

Conclusão: escolha o modelo que se integre da melhor forma possível ao ambiente e fique de olho nas soluções. O recurso de esconder os cabos pode ser bem bacana para manter o ambiente mais “limpo”.

12. Afinal, qual a melhor marca de TV?

Agora que já passamos por todas as principais configurações que você precisa conhecer para fazer uma compra perfeita, chegou a hora de fazer uma breve comparação entre os principais fabricante.

Todas elas têm excelentes aparelhos, que apresentam grandes vantagens, mas também tem pontos mais fracos. Veja a nossa análise sobre LG, Samsung, Sony, TCL e Panasonic e escolha a mais adequada para o seu perfil!

12.1 - LG: famosa por entregar imagem mais natural

Dê um Zoom e note que a fabricante sul-coreana te uma ampla linha de TVs, que vai desde aparelhos bem simples com telas HD até modelos top de linha OLED.

O sistema operacional das smart TVs da LG é o webOS, considerados por alguns como o melhor nesta categoria e que aposta forte nos recursos de inteligência artificial com a plataforma ThinQ AI.

O destaque da LG é entregar imagens mais naturais, fruto de tecnologias como a NanoCell, por exemplo. Ela foi a primeira a oferecer displays OLED, por exemplo.

12.2 - Samsung: conhecida pelas cores mais vibrantes da tela

Outra marca sul-coreana, a Samsung bate no peito por oferecer em seus aparelhos o “preto mais preto” e com “4K de verdade”. De fato, as TVs desta fabricante esbanjam tecnologia e qualidade.

Tanto que a Samsung desenvolveu sua própria tecnologia para oferecer painéis mais brilhantes, a QLED.

A qualidade desta tecnologia fica abaixo das OLED da LG, no entanto o custo é bem mais baixo, fazendo com que o custo-benefício seja excelente. O sistema operacional usado nas smart TVs Samsung é o Tizen, que atende bem até usuários de primeira viagem.

12.3 - Sony: interatividade é o ponto forte

Há décadas a fabricante japonesa é referência em produtos de fotos, áudio e vídeo. Entre os pontos fortes das TVs Sony está a durabilidade de seus aparelhos, que costumam a ter longa vida útil.

As smart TVs Sony são muito bonitas e oferecem ótimas experiências, devido ao uso de várias tecnologias para otimização de imagem. O lado negativo é que, em geral, são aparelhos um pouco mais caros do que os dos concorrentes.

Outro ponto forte é a alta interatividade. O sistema operacional é o Android TV, que que permite instalar aplicativos para todos os gostos. Além disso, recursos para facilitar o pareamento com celulares Android também agrada bastante.

12.4 - Semp TCL: uma parceria que deu certo

Outra marca que aposta no Android TV é a TCL, que firmou parceria com a Semp (da Semp Toshiba) e se tornou a Semp TCL. A oferece produtos bem interessantes no mercado.

O lado positivo é que a fabricante chinesa oferece Smart TVs com muita qualidade e preços muitas vezes menores do que os principais rivais. Alguns apontam a Semp TCL como a marca que oferece melhor custo-benefício em smart TVs.

12.5 - Panasonic: grande equilíbrio entre qualidade de áudio e imagem

Fechando o TOP5 das fabricantes de TV no Brasil está a Panasonic. Há décadas no mercado brasileiro, a marca japonesa oferece aparelhos muito bonitos, bem construídos e com excelente boa durabilidade.

Destaque para o excelente equilíbrio entre a grande qualidade de imagens que os televisores da marca oferecem e do áudio.

Contudo, as smart TVs Panasonic, assim como as da Sony, costumam a ter um preço um pouco acima do praticado pelos concorrentes. Além disso, o sistema operacional nativo não é dos mais interessantes e gera reclamações de muitos usuários.

13. Quando comprar (ou não) uma TV nova?

Em geral, as datas em que é possível encontrar os melhores preços são a Black Friday, Natal, e o início/fim de ano, por conta da troca de modelos e queima de estoque.

Há ainda excelentes promoções de TV nos períodos que antecedem grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Isso sem falar nos chamados "aniversários das lojas".

Fanáticos por novas tecnologias podem até comprar smart TVs no momento do lançamento, mas isso não é recomendado para quem quer economizar na hora do compra, já que os preços tendem a ser mais altos neste momento.

Uma última dica: logo após um grande lançamento, o aparelho que está sendo substituído pelo mais novo tende a ter uma queda grande de preço, e mesmo assim seguir oferecendo excelentes tecnologias.

E na hora de pesquisar as melhores ofertas, não se esqueça: o Zoom está aqui para te ajudar a fazer a sua melhor compra!


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