Display Port vs HDMI: entenda as diferenças entre os cabos

Veja as as principais características dos cabos HDMI e DisplayPort e saiba qual é o melhor para usar nos seus aparelhos.

Redação - ZoomEditor(a)

Publicado e atualizado 6 min. de leitura.

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Com o avanço da tecnologia, novos cabos foram criados, e outros caíram em desuso. Para transmissão de áudio e vídeo em alta qualidade, dois modelos se destacam atualmente, o HDMI e o DisplayPort. Ambos suportam um grande volume de dados, mas possuem diferenças importantes e são voltados para diferentes usuários. Confira, a seguir, a diferença entre os dois.

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HDMI vs DisplayPort: qual cabo usar? (Foto: Shutterstock/jverdut)
HDMI vs DisplayPort: qual cabo usar? (Foto: Shutterstock/jverdut)

O cabo HDMI ainda é o mais popular, seja por estar presente em mais aparelhos, e até mesmo pelo preço. Ele é usado em computadores, TVs, aparelhos de DVD, consoles, entre outros, e consegue alcançar resoluções de até 10K. No entanto, ele fica limitado quanto a taxa de atualização da imagem, e não é a melhor opção para o uso de vários monitores.

É aí que entra o DisplayPort, um novo padrão que chegou para suprir essas necessidades. O cabo consegue chegar a resoluções de 16K em sua versão mais moderna, e se destaca pela grande taxa de atualização e suporte a vários monitores com uma única fonte de vídeo, todos esses mantendo a alta resolução.

HDMI: como funciona?

O HDMI (High-Definition Multimedia Interface) foi criado em 2003, em um acordo de várias fabricantes de displays, como a Philips, Panasonic, Sonic, Toshiba, entre outras, como forma de padronizar a conexão de televisores, monitores, projetores, computadores domésticos e outros aparelhos.

É um cabo de alta transferência de dados, tanto de áudio quanto de vídeo, e pode transmitir imagem digital desde o HD até resolução 10K nos modelos mais avançados. Os fios internos são fabricados em cobre, o que favorece a condutividade e evita “bugs” ou “lags” na imagem.

Cabo HDMI. (Foto: Shutterstock/Vitalii Stock)
Cabo HDMI. (Foto: Shutterstock/Vitalii Stock)

Ele possui 19 pinos e pode ser encontrado em quatro tamanhos diferentes, sendo o Tipo A, que é o convencional; o Tipo C, que é o mini; o Tipo D, que é o micro; e o Tipo E, geralmente usado em aplicações automotivas. Os cabos têm versões diferentes, e cada um deles conta com recursos exclusivos, confira:

HDMI 1.0

A primeira versão do cabo suporta resoluções até o Full HD, com uma taxa de atualização de 60 Hz. Ele tem oito canais de áudio a 192 kHz e largura de banda de 4,9 Gb/s.

HDMI 1.2

Este tem as mesmas características listadas na versão anterior, mas esse foi o primeiro cabo que pode ser usado em computadores e notebooks.

HDMI 1.3

Esse modelo ganhou suporte a mais cores, e agora conta com largura de banda maior. Ele transmite imagens com resolução máxima Full HD a 60 Hz, mas com uma largura de banda de 10,2 Gb/s.

HDMI 1.4

Além de transmitir áudio e vídeo, esse foi o primeiro modelo a também transmitir dados de ethernet. Além disso, ele suporta o recurso 3D e resolução máxima de 4K, podendo ser usado a 24, 25 ou 30 Hz nela. Ele continua com oito canais de áudio 190 kHz e uma largura de banda de 10,2 Gb/s.

HDMI 2.0

O HDMI 2.0 chega com grandes evoluções, agora suportando imagens em 4K a 50 ou 60 FPS, graças a largura de banda de 18 Gb/s, quase três vezes mais rápido que a versão anterior. Ele foi o primeiro a suportar a tecnologia de HDR, e conta com 32 canais de áudio a 1536 kHz.

HDMI 2.1

A última versão lançada é o HDMI 2.1, voltado para os aparelhos mais recentes. Ele suporta resoluções acima de 8K, com taxa de 50, 60, 100 ou 120 Hz, e largura de banda de 48 Gb/s. Além disso, esse cabo também tem compatibilidade com o HDR dinâmico.

A TV LG CX de 2020 já tem entrada HDMI 2.1:

Os cabos de HDMI modernos já contam com suporte a tecnologia FreeSync, da AMD, que faz com que o monitor e placa de vídeo trabalhem juntos, “sincronizando” a taxa de atualização da tela com o FPS da GPU, deixando a performance mais constante. No entanto, apenas o DisplayPort tem suporte ao G-Sync, que é a mesma tecnologia, só que para as placas da NVIDIA.

DisplayPort: o que é e quais são as vantagens?

Cabo DisplayPort (Foto: Shutterstock/Aaron Alvarez)
Cabo DisplayPort (Foto: Shutterstock/Aaron Alvarez)

O DisplayPort surgiu em 2006 também em um “acordo” de várias fabricantes de PCs. Ele substituiu conexões antigas, como o VGA e DVI, e se destaca pela forma com que os dados são mandados. Aqui, o envio acontece por “pacotes”, o que permite resoluções maiores com taxa de atualização também maior, sendo o queridinho dos donos de monitores gamer, por exemplo.

O HDMI só consegue lidar com uma única transmissão de áudio e vídeo, então se você quiser usar mais de um monitor ou TV ligado a mesma fonte de imagem, o DisplayPort é a melhor solução! Uma única interface deles oferece suporte para até quatro monitores com resolução 1920 x 1200, ou dois com resolução 2560 x 1600. Cada monitor recebe fluxo independente de dados.

Outro diferencial perante o HDMI é a possibilidade dessa conexão ser transmitida por meio de USB. Diferente do HDMI, o DisplayPort tem licença de uso liberada, por isso é fácil encontrar vários adaptadores para esse tipo de conexão.

Como dissemos anteriormente, o DisplayPort é o único que é compatível com a tecnologia G-Sync, da NVIDIA, além do próprio FreeSync, da AMD. Ele pode ser encontrado no padrão normal ou “mini”, e também tem versões diferentes, confira:

DisplayPort 1.1

Tem largura de banda de 8,64 Gb/s, suportando resolução de até 4K a 30 Hz. Ele também suporta a resolução Full HD a 144 Hz, a WFHD a 100 Hz, a Quad HD a 75 Hz e a WQD a 60 Hz.

DisplayPort 1.2

Essa versão teve um salto para uma largura de banda de até 17,28 Gb/s e a resolução também subiu para até 5K, rodando a 30 Hz. Além dela, o DisplayPort 1.2 suporta o Full HD a 240 Hz, WFHD a 200 Hz, Quad HD a 165 Hz, WQD a 120 HZ e 4K a 75 Hz. Aqui também temos o suporte a vídeo 3D, multitelas pela tecnologia MST e FreeSync.

DisplayPort 1.3

Tem uma largura de banda de 25,92 Gb/s, e consegue gerenciar bem vários monitores em alta resolução, por exemplo, duas telas em 4K. Essa versão também ganhou o suporte a padrões de interface como o HDMI, DVI e VGA (com uso de adaptadores).

O DisplayPort 1.3 foi o primeiro a suportar a resolução 8K a 30 Hz, mas também consegue rodar o Full HD a 240 Hz, o WFHD a 240 Hz, o Quad HD a 240 Hz, o WQHD a 165 Hz, o 4K a 120 Hz e 5K a 60 Hz.

O monitor da LG Ultrawide de 29 polegadas tem porta DisplayPort:

DisplayPort 1.4

A versão 1.4 chegou com recursos de aprimoramento de vídeo e áudio, permitindo até 32 canais com frequência de 1536 kHz. Ele tem largura de banda de 32,4 Gb/s, suporta o HDR dinâmico e resolução máxima de 8K, dessa vez rodando a 60 Hz. Além dela, ele também roda o Full HD a 240 HZ, o WFHD a 240 Hz, o Quad HD a 240 Hz, o 4K a 120 Hz e 5K a 120 Hz.

DisplayPort 2.0

A última versão do DisplayPort é a 2.0, o primeiro a ser capaz de lidar com a resolução 16K com taxa de atualização de 60 Hz. Ele tem largura de banda de 77,4 Gb/s, suporte a HDR e usa conector USB-C. O cabo consegue lidar com três monitores em resolução 4K com 90 Hz de taxa de atualização, ou dois monitores 8K a 120 Hz.

Qual cabo usar?

Qual é o melhor cabo? HDMI ou DisplayPort? (Foto: Shutterstock/bs studio)
Qual é o melhor cabo? HDMI ou DisplayPort? (Foto: Shutterstock/bs studio)

O cabo HDMI tem boa largura de banda e consegue chegar a resoluções altas, além de ter suporte a tecnologias de vídeo 3D, HDR, entre outras. Se você está procurando um cabo para TVs, aparelhos Blu-Ray, consoles, entre outros, o HDMI será a opção mais comum e barata, e não deixa de oferecer boa qualidade.

O cabo também é uma boa opção para ser usado em computadores, justamente pela alta resolução e recursos citados anteriormente. No entanto, indicamos o uso dele para os usuários que não pretendem usar múltiplos monitores, não precisam de uma taxa de atualização maior e nem pretendem usar o G-Sync, por exemplo.

O DisplayPort é a escolha frequente dos consumidores mais exigentes, seja os gamers que buscam altas resoluções com uma taxa de atualização maior, ou mesmo quem trabalha com vários monitores e deseja mantê-los em alta resolução usando apenas uma entrada de vídeo. Além disso, se você possui uma placa NVIDIA e um monitor com suporte a G-Sync, será necessário um DP para que a tecnologia funcione.

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